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9 de out. de 2013

III SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO e DIREITOS HUMANOS






Apesar das propostas de Educação em Direitos Humanos serem hoje objeto de leis e normativas, elas ainda estão longe de fazer parte do núcleo forte de muitas das nossas propostas educativas. Contudo a Luta pelos Direitos Humanos na vida cotidiana tem sido já uma prática social em curso, conduzida por vários grupos e coletivos sociais, incluindo as formas de organização dos adolescentes e jovens, sejam elas formais ou mais espontâneas. Que diálogos nós podemos tecer com as experiências existentes? Que instrumentos podemos colocar a serviço dos mais jovens, para ampliar sua voz?

O III SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO e DIREITOS HUMANOS do IMAS - Instituto Marista de Assistência Social - que tem como tema  este ano A EDUCOMUNICAÇÃO como caminho de PARTICIPAÇÃO de CRIANÇAS E ADOLESCENTES, pretende se debruçar sobre a Educação em Direitos Humanos nos diversos espaços sociais e educativos, pensando em como fomentar o protagonismo e a participação de crianças e adolescentes, ampliando sua capacidade de organização e comunicação . Nesse sentido o evento nos possibilitará conhecer e interagir com projetos que tem buscado atuar na interface entre Educação, Direitos Humanos e Comunicação, nomeadamente as experiências chamadas de EDUCOMUNICAÇÃO.

São experiências que permitem a participação juvenil de um modo adaptado à cultura e psicologia das adolescências, retratando suas vivências, necessidades e desejos. Educadores sociais e populares, profissionais das escolas, lideranças e gestores de espaços sociais, estudantes de serviço social, psicologia, educação, direito e todos aqueles que atuam com o público infantil, adolescente e jovem poderão trazer a riqueza do seu trabalho para partilhar conosco e conhecer mais esse recurso de motivação da participação jovem.

Pretendemos compreender o alcance, a intencionalidade e o sentido humanista, social, politico e pedagógico da EDUCOMUNICAÇÃO, que possibilita aos mais jovens a comunicação (recepção e produção) como direito e exercício de criticidade e cidadania.  Serão também partilhados conhecimentos teóricos e práticos, que permitam às lideranças sociais educadores formais e informais, o uso das estratégias e metodologias da EDUCOMUNICAÇÃO em vista do estímulo do protagonismo juvenil.


EVENTO: III Seminário de Educação e Direitos Humanos: A Educomunicação como caminho de participação de crianças e adolescentes

QUANDO: 30 e 31 de outubro

HORÁRIO: 30/out: de 13h30 às 17h30/ 31/out: de 8h30 às 17h30

LOCAL: Centro Marista Circuito Jovem de Ceilândia – Área Especial – Módulo B, Ceilândia Sul


INFORMAÇÕES: (61) 2102-2177

12 de mar. de 2013

INFÂNCIA E COMUNICAÇÃO – SEMINÁRIO INTERNACIONAL ABORDA ASPECTOS DE EXTREMA RELEVÂNCIA MIDIÁTICA NA CONSTRUÇÃO DE UMA MIDIA VOLTADA A CRIANÇA E ADOLESCENTE;



Relator Para Liberdade de Expressão da ONU Frank La Rue Lamenta  a concentração excessivamente comercial das comunicações no Brasil

Da Esquerda para a direita, Marta Mauras, Maria Dolores Souza,
Frank La Rue, Paulo Abrão  e Mauro Porto




“A concentração de mídias traz concentração de poder político e isso atenta não só contra o direito à diversidade, mas também contra a democracia”, destacou Frank William La Rue - Relator das Nações Unidas para a Liberdade de Opinião e Expressão - durante o Seminário Internacional Infância e Comunicação que aconteceu em Brasília entre os dias 06 e 08 de março.

O seminário contou com a participação de diversos especialistas na área da infância, educação e comunicação do Brasil e do Mundo além das presenças do ministro da Justiça José Eduardo Cardoso e da Ministra da Secretaria especial de Direitos Humanos Maria do Rosário.

Frank La Rue destaca que na América Latina, tem-se uma visão excessivamente comercial da comunicação, e o quanto isso é maléfico para a sociedade. “Em outros países, a comunicação é prioritariamente pública com diversidade etno-social”.  Que é o caso do Reino Unido, segundo Chris Elliott ombudsman do Jornal The Guardian. “Buscamos sempre fazer um jornalismo plural de qualidade e de transparência”.  Elliott ainda destaca a importância da participação direta dos leitores no jornal.

Com foco em torno de responsabilidade social e comunicação, o ministro José Eduardo Cardoso ressaltou a importância de equilibrar liberdade de expressão e direitos, como os da criança e do adolescente e levantou a questão que durante o seminário se repetiu em diferentes mesas nos três dias de discussões: até onde o Estado deve ir na regulamentação das comunicações?

Especialistas em direitos da Criança e do Adolescente manifestaram-se e fizeram diversos apontamentos na mídia voltada para a infância e adolescência, como programas que favorecem a erotização precoce. “

Wanderlino Nogueira, do Comitê dos Direitos da Criança da ONU, tocou no cerne da questão ao dizer que: ”na comunicação, o que prevalece no Brasil é o direito empresarial em detrimento ao direito da criança e do adolescente.

A MÍDIA COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO SOCIAL

Se por um lado existe a preocupação que a mídia prevalece acima do direito e do interesse de grande parte da população, Aida Doggui Moreno, coordenadora  do movimento Byrsa, que atuou diretamente na Tunisia durante a primavera Árabe, que depôs o presidente Zine El Abidine Bem Ali, em 2011. Mostrou como as redes sociais podem dar voz a quem antes não podia gritar. 

De acordo com Aida o Facebook, foi uma ferramenta poderosa para levar jovens as ruas, já que o crescimento de acessos a rede social entre a população de menos de 30 anos foi o que possibilitou o sucesso do movimento. Porem a redemocratização e a volta da liberdade ao país trouxe outros problemas envolvendo os meios de comunicação, sobretudo, os que envolvem temas como intolerância religiosa.


Mas ainda existe espaço para a poesia em meio a tantos caminhos tortuosos. Innocent Nkata, Executivo de Mobilização Social – Soul City Instituto para a saúde e Comunicação para oDesenvolvimento – África do Sul falou da iniciativa de crianças preocupadas com a evasão escolar. Innocent mostrou o vídeo produzido pelas crianças, contando da dificuldade de um de seus colegas para frequentar a escola, porque a mãe estava doente, e como eles se articularam para apoiar o colega, e sua família.

REGULAMENTAÇÃO

Adoção de políticas públicas no Brasil para acesso à internet é o que defende a advogada Veridiana Alimonti, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. Veridiana acredita que a proteção da infância na internet passa pela formação dos pais e de mediadores, capacitados nas escolas. Hoje 50% das crianças de 10 anos utilizam a internet e 71% dos adolescentes de 16 anos, estão diariamente conectados a rede, e ambas as faixas etárias não tem nenhum ou alguma mediação por parte dos pais, os que recebem alguma intervenção dos pais, acaba sendo, na sua maioria parcial.

Citando crimes midiáticos como incitação a genocídios e pedofilia, o relator da ONU, Frank La Rue defendeu a criação de conselhos reguladores compostos por diferentes setores da sociedade. La Rue disse que sua função é a de defender a amplitude da liberdade de imprensa, mas há casos extremos em que se deve intervir. Havendo assim a necessidade de órgãos regulatórios independentes. “ A desinformação pode provocar uma epidemia se a liberdade de expressão for mal utilizada. É claro que são exceções, mas é preciso intervir”.

De acordo com La Rue, tal regulamentação deve ser prévia e não posterior, e composta de limitações de conteúdo - como a proibição de incitação a crimes de ódio ou de intolerância religiosa – e de restrições diretas – como o impedimento da exibição de conteúdo classificado como inadequado em horários em que crianças assistem à programação.

La Rue ficou surpreso com o fato de a classificação indicativa de programas de TV por parte de o governo federal ser contesta por representantes de grandes grupos de mídia e ter virado uma briga jurídica, indo parar no Supremo Tribunal Federal. “Este é um assunto já resolvido no mundo todo, é algo que já não se questiona no exterior”. Finaliza.
Já o secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, defendeu o modelo brasileiro, argumentando como uma qualidade o fato de que o Estado não intervém em nada no conteúdo exibido e que o sistema de classificação indicativa apenas restringe horários de exibição. Ele ainda lembrou que o processo de redemocratização é recente no Brasil e que é preciso considerar este contexto.

E ENFIM A CRIANÇA COMO PROTAGONISTA

 O Holandês Leon Willems, diretor da Free Press Unlimited, disse durante a sua apresentação que: “ crianças precisam ter voz, precisam assistir a TV feita por elas e para elas”. O ideal seria que crianças e adolescentes tomassem espaços de direitos no processo de produção dos meios de comunicação voltado para elas. Leon ainda ressalta que crianças são extremamente criativas e tem soluções para  os seus problemas, e os adultos tem a obrigação de ouvi-las.
A Equatoriana Rebeca Cueva toca em um ponto bem sensível ao dizer que crianças e adolescentes são sujeitos excluídos social e culturalmente, com espaços limitados de organização onde não existem as possibilidades de pensar, e serem escutados

 William Bird, da África do Sul, trouxe a tona a discussão, que foi amplamente debatida durante o seminário, há da necessidade de capacitar os jornalistas para lhe dar com crianças e adolescentes. Já que ao entrevistar crianças ou relatar suas histórias, os repórteres devem fazê-lo com alto grau de padrões éticos. “Se você está na mídia, você tem o dever fundamental de envolver a infância e seus direitos. Se você não o faz, seu trabalho está perdido”. 

Enfim, a Ministra Maria do Rosário nos deixa uma tarefa, como pratica de uma evolução no fazer jornalístico voltado para crianças e adolescentes. “Qual a criança que vemos representada nos meios de comunicação hoje”? Finaliza



21 de jan. de 2013

SEMINÁRIO INTERNACIONAL INFÂNCIA E COMUNICAÇÃO



Evento reunirá 250 participantes, nos dias 6, 7 e 8 de março, em Brasília. Entre eles, especialistas renomados do Brasil e exterior. Formulário de inscrição e programação completa estão disponíveis no endereço infanciaecomunicacao.andi.org.br

Interessados podem se inscrever até o dia 1º de fevereiro de 2013. Enquanto no Brasil uma criança passa, em média, cinco horas diárias em frente à televisão - geralmente desacompanhada -, no Reino Unido este tempo limita-se praticamente à metade. Este tipo de descompasso também se manifesta em outro aspecto, de extrema relevância: as pesquisas científicas, a participação da sociedade e as políticas públicas em relação à interface criança-mídia estão muito mais avançadas nos países europeus.

É neste cenário que ocorrerá o Seminário Internacional Infância e Comunicação - Direitos, Democracia e Desenvolvimento, que reunirá em Brasília, nos dias 6, 7 e 8 de março de 2013, alguns dos maiores especialistas mundiais neste campo. O objetivo maior do encontro é o de impulsionar o debate público em torno do papel estratégico desempenhado pelas ferramentas de comunicação e informação nos processos de transformação social. Para contribuir nesta discussão, o evento trará o aporte de experiências exitosas desenvolvidas por democracias consolidadas da Europa, da América do Norte e da Oceania, além de ações pioneiras da América Latina e da África.

Tópicos como as práticas de responsabilidade social empresarial no campo da comunicação; a mensuração de impacto das iniciativas de mídia/comunicação para o desenvolvimento; e, as políticas de inclusão digital integram a programação. Além disso, estará em foco a educação para a mídia; a publicidade dirigida às crianças e aos adolescentes e os sistemas de classificação etária para audiovisuais.

Uma temática prioritária - O evento é uma realização da ANDI - Comunicação e Direitos em parceria com a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNPSCA), da Secretaria de Direitos Humanos (SDH); a Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), do Ministério da Justiça (MJ); e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), além de contar com o apoio da Fundação Ford.


O Seminário faz parte ainda do projeto de cooperação técnica Liberdade de Expressão, Educação para mídia, Comunicação e os Direitos da Criança e do Adolescente, desenvolvido pela SNJ, com a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores e a UNESCO. "No mundo em que vivemos, a comunicação ocupa cada vez mais espaço na vida das pessoas, assim, é fundamental questionar e discutir, no âmbito dos direitos e da democracia, as influências que as mídias em geral podem causar na formação de crianças e adolescentes", avalia o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão. "A defesa do direito à liberdade de expressão deve ser vista pela ótica da coletividade e com a preocupação de proteger crianças e adolescentes", completa.

Representantes de organizações de destaque nos cenários brasileiro e internacional estão entre os convidados que abrilhantarão as plenárias e grupos do evento. Vale mencionar, por exemplo: International Clearing House on Children, Youth and Media (Suécia); Comitê das Nações Unidas para os Direitos da Criança; UNESCO; UNICEF; Banco Mundial; Conselho Nacional de Televisão (Chile); Conselho Assessor de Meios Audiovisuais e Infância
(Argentina); Fundação Yupana (Equador); SaferNet (Brasil); Sociedade Interamericana de Imprensa; Fundação Gabriel Garcia Marquez para o Novo Jornalismo Iberoamericano (Colômbia); The Guardian (Reino Unido); Organizações Globo (Brasil) e Vila Sésamo (EUA).


A Realidade Brasileira e da América Latina - Nos últimos anos, a ANDI vem produzindo análises e estudos comparativos voltados a alimentar esta discussão. De acordo com o mais recente diagnóstico traçado, de maneira geral os países da América Latina padecem de inconsistência técnica e de hesitação política no que se refere à interface que vincula os direitos da infância ao direito à comunicação. "Muitos desses Estados carecem, inclusive, dos adequados instrumentos legais para equacionar os conflitos de interesse que habitualmente tensionam as esferas da comunicação midiática e da liberdade de expressão", salienta Veet Vivarta, secretário executivo da ANDI.

Na opinião de Angélica Goulart, secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, ao longo das últimas décadas o Brasil te avançado muito na garantia dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, o que permite focalizar com maior atenção o campo da comunicação: "Esta é uma das áreas em que mais podemos nos beneficiar do intercâmbio com outras nações, seja a partir da experiência de órgãos governamentais, das empresas de mídia ou de entidades da sociedade civil. Exatamente aí se concentra a riqueza do seminário", destaca.


Inscrições
Os 250 participantes incluem representantes do governo, parlamentares, organismos de cooperação internacional, empresas de comunicação, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil.


Além dos profissionais previamente convidados pela ANDI e seus parceiros, foram reservadas 70 vagas para demais interessados na temática. O processo de seleção prevê o preenchimento de formulário eletrônico. A programação completa, os formulários para inscrição dos participantes e para ocredenciamento de imprensa, bem como informações detalhadas sobre o encontro estão disponíveis no site

infanciaecomunicacao.andi.org.br