Mostrando postagens com marcador Direitos DCA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Direitos DCA. Mostrar todas as postagens

11 de out. de 2013

ESTUDO MOSTRA QUE MENORES DE 11 ANOS SÃO AS PRINCIPAIS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA




Estudo lançado pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente chama a atenção para dados preocupantes. Quase 900 crianças estão em abrigos de Belo Horizonte por não terem condições de conviver com a própria família. A maioria delas tem menos de 11 anos.

Ainda de acordo com o diagnóstico, cerca de 15% das crianças que sofreram algum tipo de violação de seus direitos e tiveram seus casos registrados por conselhos tutelares não tinham condições materiais para o convívio familiar. Outros 15% não são permanentes no sistema escolar e 6,7% sofrem algum tipo de violência física.

“É um número alto de crianças abrigadas. Mas o mais preocupante é que essas crianças são pequenas, então, elas são destituídas do poder familiar e têm que entrar na rede de acolhimento institucional”, explicou Márcia Alves, presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Segundo Márcia, os problemas enfrentados pelas crianças são os mais diversos. “Violência física, violência sexual, negligência, violência psicológica, alcoolismo, existem várias situações”, enumerou a presidente.

20 de ago. de 2013

FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A ABRE INSCRIÇÕES PARA O ATENDIMENTO À COMUNIDADES MENOS FAVORECIDAS


A Furnas Centrais Elétricas S.A. comunica que receberá, até 30 de setembro de 2013, inscrições procedentes de instituições sob responsabilidade de organismos governamentais, não governamentais e comunitários, municipais, estaduais e federais, Conselhos Estaduais ou Municipais dos Direitos da Criança e do  Adolescente, entidades filantrópicas privadas sem fins lucrativos, voltadas para o atendimento às comunidades menos favorecidas, tais como: asilos, creches, hospitais, Postos de saúde e afins, associações beneficentes e de atendimento a portadores de necessidades especiais, para participação no Programa com o objetivo de destinar recursos financeiros, no total de até R$ 5.000.000,00 - cinco milhões de reais - para as Instituições selecionadas que estejam alinhadas com a Política de Responsabilidade Social de Furnas. 

Maiores informações acesse: http://migre.me/fOtRT

4 de mar. de 2013

NOVOS CONSELHEIROS ESTADUAIS DOS DIREITOS DCA TOMAM POSSE EM MINAS GERAIS


Quarenta conselheiros, entre titulares e suplentes, tomaram posse, no dia 1º de março

Novos membros do CEDCA terão desafios internos a serem superados
No dia 1º de março, tomaram posse os novos membros do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Minas Gerais (CEDCA-MG). Durante os próximos três anos, a nova gestão terá muitos desafios a serem enfrentados - alguns, velhos conhecidos do CEDCA.

A colaboradora da Frente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Cássia Vieira de Melo aponta que os principais desafios da nova gestão serão praticamente os mesmos da atual. Entre eles, conhecer a realidade das crianças e dos adolescentes residentes em todas as regiões do estado, monitorar e incidir nas políticas públicas e no ciclo orçamentário estadual, acompanhar a elaboração e implementação dos planos estaduais no Estado e monitorar a retomada e a implementação da Escola de Conselhos.

Questões relacionadas à Copa do Mundo também devem estar na pauta da nova gestão do CEDCA. "Várias ações de prevenção de violações de direitos estão sendo executadas na área da infância, mas não conseguimos ver articulação entre elas", segundo a colaboradora da Frente de Defesa e assessora de projetos da KNH Brasil, Christiane Rezende. Christiane foi conselheira do CEDCA na última gestão e segue como suplente. O Conselho precisará monitorar essas ações e identificar a linha de articulação entre elas. Ela ainda afirma que o CEDCA quer acompanhar mais de perto temáticas ligadas aos adolescentes em conflito com a lei e a discussão sobre a redução da maioridade penal.


Por dentro do CEDCA


Além de desafios externos, o CEDCA terá algumas questões internas pela frente. Uma delas está relacionada à participação dos conselheiros. "Percebemos que no ano de 2012 houve pouco entendimento do papel do conselho e do que é ser conselheiro. Os diretores das instituições [que compõem o CEDCA] precisam entender que a atuação dos conselheiros é para além das plenárias. O conselheiro tem que estar ciente que seu papel é de formulação, mas também de monitoramento das políticas", explica Christiane Rezende.

Conhecer e trabalhar as necessidades das diversas regiões do estado é outro desafio do Conselho. "A questão da representatividade do interior é um grande desafio, mas me parece que seu "enfrentamento" passa por uma definição do Conselho em, por exemplo, levantar e consolidar dados e informações sobre todas as regiões bem como saber usá-las para exercer suas atribuições", afirma Cássia.


Para esta questão, o plano de trabalho do CEDCA para 2013 já prevê ações. Um número maior de atividades regionalizadas serão realizadas no interior de Minas Gerais. O objetivo é ampliar a participação dos municípios e contribuir para a ampliação do conhecimento do CEDCA sobre a realidade e as especificidades regionais para deliberar diretrizes para as políticas públicas e monitorar sua execução.


Cássia aponta ainda algumas outras questões internas que precisariam ser trabalhadas pelo Conselho: fortalecer as comissões temáticas no sentido de produzirem discussões consistentes e fundamentadas para as plenárias; introduzir um programa de capacitação continuada dos conselheiros; investir em formas de comunicação com a sociedade sobre os direitos da criança e do adolescente e a atuação do Conselho; e ampliar a participação de representantes de entidades, movimentos sociais, cidadãos nas plenárias mensais.
  

22 de fev. de 2013

PROFESSORES PODERÃO SER TREINADOS PARA IDENTIFICAR ABUSOS CONTRA CRIANÇAS


A Câmara analisa o Projeto de Lei 4753/12, da deputada Benedita da Silva - PT-RJ - que prevê a inclusão obrigatória – na grade curricular de cursos voltados a professores e a profissionais de áreas sociais – de conteúdo que ajude a identificação de abusos cometidos contra crianças e adolescentes. 
Pela proposta, os cursos de formação de professores de educação básica e de profissionais de saúde, assistência social e segurança pública terão conteúdos programáticos, treinamento e orientações para identificar sinais físicos e psicológicos motivados por maus-tratos, negligência e abuso sexual praticados contra o público infantojuvenil.
Benedita lembra os direitos (como à saúde, à dignidade e ao respeito) garantidos pela Constituição a crianças e adolescentes para justificar sua proposta. Além disso, a deputada cita o Estatuto da Criança e do Adolescente ECA - Lei 8.069/90, que também garante o recebimento de proteção e socorro a essa população. “Com a capacitação, os profissionais poderão assegurar a dignidade de meninos e meninas vítimas de maus-tratos”, destaca.
A parlamentar ressalta ainda que, conforme dados do Ministério da Saúde, as agressões constituíram, em 2005, a primeira causa de morte de pessoas entre 0 a 19 anos (39,7%), com proporção mais expressiva na faixa etária de 15 a 19 anos (55,1%). Segundo o levantamento, a maior parte desses atos violentos ocorre no ambiente doméstico.
Tramitação

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ou seja, - o rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 51 deputados para a apreciação da matéria no Plenário - será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Confira a íntegra da proposta aqui.