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6 de set. de 2013

PROJETO PARCEIRO KNHBRASIL LANÇA SITE “TO NO RUMO” DESTINADO A DEBATES SOBRE EDUCAÇÃO, POLÍTICA, TRABALHO E DIREITOS, VOLTADOS A JUVENTUDE



O site “Tô no Rumo” é uma iniciativa da Ação Educativa em parceria com a  KNHBrasil, através do projeto JADE “Jovens Agentes pelo Direto à Educação”, para disseminar informações e debates sobre educacionais em meio a juventude, a nível nacional. O site inclui ainda a formação de educadores, a mobilização de adolescentes e jovens em torno de seus direitos e a produção de materiais capazes de animar espaços de diálogos sobre políticas educacionais, mundo do trabalho e caminhos da escolha profissional de jovens, principalmente daqueles egressos da escola pública e oriundos de famílias de baixa renda.

O projeto surge de uma pesquisa realizada em 2007, com estudantes e professores de escolas públicas de São Paulo. Os resultados apontaram a demanda de jovens para que a escola oferecesse conteúdos relacionados ao mundo do trabalho, às oportunidades de darem prosseguimento aos estudos e à escolha profissional. A partir desse diagnóstico, a Ação Educativa, junto com jovens e professores da rede estadual de ensino paulista, desenvolveu uma metodologia que permite aos educadores abordar essas questões.

Na internet, o “Tô no Rumo” se propõe não só a publicar conteúdos acessíveis para jovens – principalmente estudantes e ex-estudantes de escolas públicas de ensino médio – mas também a dar espaço para que esses jovens exponham seus pontos de vista e experiências.

Conheça o site: tonorumo.org.br


22 de ago. de 2013

SEMINÁRIO “JUVENTUDE VIVENDO E CONVIVENDO COM O SEMIÁRIDO”. PARCERIA ENTRE KNH BRASIL E CÁRITAS BRASILEIRA.



O que sonha a juventude do campo, como é a vida dos jovens na zona rural do semiárido, quais os problemas e as alternativas para viverem e conviverem na zona rural no semiárido? Refletir isso junto aos jovens foi a intenção do Seminário “Juventude Vivendo e Convivendo com o semiárido”. Realizado no dia 17 de agosto, pela Cáritas Diocesana de Januária e Cáritas Regional Minas Gerais, parceira KNHBrasil, o evento contou com a presença de mais de 60 adolescentes e jovens, na Comunidade de Cabeceirinha, em Januária norte de Minas Gerais.

Várias foram as questões levantadas na conversa, e todas diziam respeito a um dos principais dilemas enfrentados por este jovens, a migração. A Comunidade de Cabeceirinha está localizada no norte de Minas Gerais, região legalmente reconhecida como semiárido brasileiro. A comunidade está distante 130Km de Januária, e é ligada ao município por estradas mal conservadas e por esse motivo sem muitas possibilidades de transporte. Esse foi um dos fatores que os adolescentes e jovens apontaram durante o seminário como responsáveis pela migração dos jovens para outros locais.

Além disso, o acesso a educação e saúde de qualidade estavam presentes nas falas dos participantes.  “Aqui não temos escola adequada, não temos atendimento médico adequado, as estradas são ruins e o transporte não atende devidamente as demandas da comunidade”, afirma Celma Pereira dos Santos, de 22 anos, jovem moradora da Comunidade.

Para Leon, um dos maiores desafios está no campo da educação. “Nas visitas que faço a Cabeceirinha e outras comunidades rurais tenho percebido a necessidade de uma educação contextualizada, que reconheça as formas de ser e viver das crianças e adolescentes, que reconheça o meio ambiente em que esses sujeitos vivem. Dessa forma teremos melhorias não só na educação, mas também na geração de renda e no cuidado com o meio ambiente”, afirmou o assessor.

A coordenadora do Projeto Nossa Terra Solidária, Meire Reis, afirma “o Seminário foi um espaço intenso de aprendizados e vivências, que proporcionou aos jovens percepções acerca do que é comum entre eles (dificuldades, sonhos) mesmo estando em comunidades distintas”.


A atividade faz parte das ações desenvolvidas pelo Projeto Nossa Terra Solidária, que conta com o apoio da KNH (Kinder Not Hilfe), organização alemã que apoia iniciativas de garantia dos direitos humanos de crianças e adolescentes.  O seminário foi facilitado por Leon Patrick, Assessor do Programa Infância, Adolescência e Juventude (PIAJ) da Cáritas Minas.

14 de ago. de 2013

PESQUISA REVELA OTIMISMO E DESEJO DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL DA JUVENTUDE




Créditos: juliana Sada, do Promenino com Cidade Escola Aprendiz 

Eles são mais de um quarto da população brasileira. Em sua maioria, católicos, solteiros, pardos ou negros e chegaram até o ensino médio. São, sobretudo, otimistas quanto ao seu futuro. Esse é o retrato do jovem brasileiro, trazido pela pesquisa Agenda Juventude Brasil divulgada no dia oito de Agosto. Contrariando estereótipos, os jovens também se mostram interessados em política e participação social.
Realizado pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) da Secretaria Geral da Presidência da República, o levantamento busca traçar um panorama dos brasileiros entre 15 e 29 anos para embasar e avaliar as políticas públicas para a juventude. “Conhecer os jovens brasileiros é fundamental tanto para avaliar as respostas que governo e sociedade estão dando à juventude, como para desenvolver novas políticas que realmente dialoguem com suas demandas”, explica, em entrevista ao Promenino, a coordenadora de Políticas Setoriais da SNJ, Helena Abramo, que foi responsável pela elaboração e supervisão da pesquisa.
Realizada entre os meses de abril e maio deste ano, contou com mais de três mil jovens entrevistados. Apesar das preocupações com segurança e profissão, a juventude se mostra otimista quanto ao seu futuro. A grande maioria (94%) acredita que sua vida vai melhorar nos próximos cinco anos. A expectativa continua alta em relação ao próprio bairro e o Brasil – 53% e 44% creem que haverá melhorias, respectivamente.
 “Os motivos [do otimismo] são principalmente os que dizem respeito a dois processos fundamentais de inserção para o jovem: trabalho e educação”, explica Helena. “A maioria dos jovens (52%) acha que a sua vida vai melhorar porque vão arrumar emprego, melhorar de emprego ou desenvolver sua carreira profissional; quase metade (46%) porque vai terminar os estudos, se formar, alcançar um nível mais alto de escolaridade”, complementa.

Política e engajamento
O primeiro fascículo da Agenda Juventude Brasil foca na questão da participação social dos jovens e revela o interesse pela política e desejo de engajamento. Mais da metade dos entrevistados disseram considerar a política importante e 91% acredita que os jovens podem mudar o mundo.
Realizada antes das manifestações de junho que ocorreram por todo o país, a pesquisa mostra que já havia interesse dos jovens em se mobilizar. Do total, 26% dos entrevistados afirmaram que a atuação em coletivos ou organizações é um dos caminhos para melhorar o Brasil. Em segundo lugar, com 20%, foram apontadas as manifestações e ações diretas.
Há o desejo de atuar, mas apenas 20% afirma estar engajado em alguma organização. A maior parcela (39%) relata jamais ter tido atuação política, mas gostaria de se envolver com algum grupo. Apenas 15% diz que nunca participou e nem gostaria. Para a coordenadora da SNJ, “a vida associativa dos jovens na atual conjuntura é muito diversificada e envolve muita experimentação. Assim, é interessante reparar que ainda que haja uma parcela pequena de jovens atualmente participando de cada uma das iniciativas perguntadas, há outra em proporção semelhante que já participou, além de parcelas geralmente maiores que desejam vir a participar”.
Ao mesmo tempo em que há um desejo de engajamento, há uma negação de algumas formas de participação. Por exemplo, 88% dos entrevistados afirmaram que não participariam de um partido político e 81% dizem que não entrariam em movimentos e associações que lutam por algum causa. “Há que refletir, pois há mais desejo que participação efetiva. É preciso ver até que ponto os jovens podem se ver contemplados nas organizações existentes, seja pelos seus modos de atuação, seja pelas agendas que carregam”, analisa Helena.

Conclusões e próximos fascículos
Nas considerações finais da pesquisa, afirma-se que há “indicativos do potencial da juventude de contribuir para a transformação do país e para a oxigenação da vida democrática”. Helena destaca que “apesar de formulações correntes que apontam que os jovens de hoje são muito consumistas, as referências ao aumento da capacidade de consumo como indicação de melhoria de vida é residual para os jovens pesquisados”.
A pesquisa Agenda Juventude Brasil terá ainda outras edições com foco em diferentes temas, como educação, saúde, cultura e sexualidade. Ainda não há data para estes lançamentos. 





29 de nov. de 2012

BELO HORIZONTE É TEMA DE LEVANTAMENTO INÉDITO. VIOLÊNCIA CONTRA JOVENS NA GRANDE BH CHEGA A NÚMEROS ALARMANTES.


Por Hudson Freitas

Belo Horizonte é a 6ª cidade mais populosa do Brasil, e a 7ª no ranking com maior taxa de homicídios, entre os jovens de 15 a 24 anos. Dados esses elaborado pelo Fórum das Juventudes da Grande BH, que no inicio de novembro lançou a “Agenda de Enfrentamento àViolência Contra as Juventudes”, o objetivo da criação da agenda é o de suscitar o debate e reivindicar políticas públicas a respeito das violências praticadas contra os jovens.    

Os dados apresentados no relatório tem como base o “Mapa da Violência 2011: Os Jovens do Brasil”, colaboração entre o Ministério da Justiça do Brasil e o Instituto Sagari. No ano de 2008 na capital mineira foram assassinados 477 jovens, uma média de quatro mortes a cada três dias. O índice de morte na faixa etária de 12 a 17 anos, é alarmante, e coloca Belo Horizonte no 6º lugar no ranking entre as capitais com maior índice de  Homicídios na Adolescência –IHA- Isso quer dizer que 1245 adolescentes poderão ser assassinados antes de completarem 19 anos.

 Além de Belo Horizonte outros três municípios da grande BH estão entre os 20 que mais registram homicídios na adolescência, são eles: Contagem em 13º, Betim em 19º e Ribeirão das Neves na 20º colocação do ranking.

A violência contra jovens e adolescentes não limita somente a agressão física ou homicídio, elas são a forma mais drástica, e a violência se expressa de variadas formas nas relações entre as pessoas.  Como explica Áurea Carolina Freitas, Cientista Social e representante da Associação Imagem Comunitária no Fórum das Juventudes: “Para chegar a uma situação de agressão física, tem outras coisas que já aconteceram. Um exemplo é o racismo que diminui o jovem negro e diz a ele as profissões que deve ocupar, os seus projetos, os seus sonhos. Isso Tudo vai condicionando uma existência que, no limite, até considera natural morrer com vinte e poucos anos numa guerra do tráfico”.

Políticas Públicas
De acordo com Juarez Dayrell, professor da Faculdade de Educação da UFMG e coordenador do grupo de pesquisa Observatório da Juventude, as políticas voltadas para os jovens obteve um avanço significativo, Juarez ainda comenta que no ano de 2003 falar de política voltada para a juventude era algo novo, não havia ideia de direitos e demandas específicos do jovens, e as  demandas centrais que existem hoje ainda não foram atendidas, e em Belo Horizonte é mais alarmante, avançou-se muito pouco, avalia o professor.

Percebe-se o reflexo dessa lentidão no plano Plurianual de Ação Governamental – PPAG- 2010/2013 para a cidade de Belo Horizonte. Após analise do Fórum das Juventudes constatou que nenhum dos programas da prefeitura de Belo Horizonte era políticas voltadas para a juventude.

Juarez reforça que é de extrema importância reconhecer o jovem como um sujeito de direitos e possibilitar a ele um atendimento intersetorial de suas demandas, como: emprego, educação, saúde e esporte, a fim de legitima-lo como um cidadão.