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11 de out. de 2013

LEIA A DECLARAÇÃO DOS ADOLESCENTES PARTICIPANTES DA III CONFERÊNCIA SOBRE O TRABALHO INFANTIL






Foram encerradas nesta quinta-feira, 10 de outubro, as atividades da 3ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil, que reuniu delegações de 130 países para reafirmarem o compromisso de erradicar, até 2016, as piores formas de trabalho envolvendo crianças. E um dos momentos do último dia contou com a presença dos adolescentes brasileiros que realizaram a cobertura educomunicativa do evento.

Com a presença do ex-presidente Lula, do diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho, Guy Ryder, e dos ministros do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campelo, do Trabalho, Manoel Dias, e das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, os adolescentes apresentaram suas produções em mídia e leram a Declaração dos Adolescentes que, entre outros pontos, afirmaram a necessidade dos governos facilitarem a participação de crianças e adolescentes nos espaços de tomadas de decisão.

Leia, abaixo, a íntegra da carta.



DECLARAÇÃO DOS ADOLESCENTES PARTICIPANTES DA III CONFERÊNCIA GLOBAL SOBRE TRABALHO INFANTIL

Caros colegas presentes na 3ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil,

Durante esses três dias de encontro, estivemos presentes para reforçar a ideia de que temos um papel fundamental na construção de políticas públicas para acabar com o trabalho infantil no mundo.

Temos um jeito diferente do adulto de ver e sentir o mundo. Assim como o idoso. Muitas vezes, os adultos só lembram do que fizeram de ruim e feio quando eram adolescentes.

Nós temos muita energia e vontade, mas ainda precisamos de adultos que nos incentivem e criem outras formas de nos incluir na formulação de políticas para nós adolescentes. Para estimular a nossa participação é necessário criar espaços para que isso venha acontecer.

Muitas vezes, em nossa própria casa, somos incentivados a trabalhar desde muito cedo. E o que fazer em uma situação como essa? Quando conseguimos entender e acessar nossos direitos, também conseguimos interferir em pensamentos e condutas de nossas famílias, que embora queiram o melhor para nós, às vezes podem não estar certos o tempo todo.

Se serei o gestor do amanhã, também preciso quebrar barreiras criadas pelos adultos de hoje, para repetir os acertos, mas não repetir  os mesmos erros.

Com, após muita discussão, chegamos a cinco pontos que gostaríamos que as delegações dos países aqui presentes dessem uma atenção especial, que irão incentivar nossa participação em lugares onde ocorre a formulação de políticas, assim como as conferências, como também nas próprias políticas para a erradicação do trabalho infantil em nosso planeta.

Estas são nossas afirmações:

- Mobilização e articulação do poder público, da sociedade civil, inclusive crianças, adolescentes e jovens, para o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao enfrentamento do trabalho infantil, em especial do trabalho infantil doméstico e na agricultura.

- Ampliação de programas sociais de transferência de renda para contribuir com a erradicação da miséria no mundo e do trabalho infantil.

- Estabelecimento de compromissos com governos para garantir a participação de crianças e adolescentes em políticas públicas de educação integral, cursos profissionalizantes, cultura, esporte e lazer.

- Integração das políticas de educação, saúde e assistência social para identificação de situações de trabalho infantil e o atendimento das demais situações de violação de direitos.

- Garantir a participação de crianças, adolescentes e jovens nos espaços de decisões políticas, em especial na 4ª Conferência Global sobre do Trabalho Infantil em 2017, desde as fases preparatórias até a etapa final.

E gostaríamos de pedir, em nome de todas as crianças e adolescentes, o compromisso de assinatura da convenção 182 da Organização Internacional do Trabalho até  a 4ª Conferência Global sobre do Trabalho Infantil pelos nove países que ainda não aderiram para que as crianças e adolescentes desses países sejam protegidos das piores formas de trabalho infantil.

Por fim, queremos agradecer a comissão organizadora desta Conferência por entender que sem a nossa participação, não se pode avançar na construção de um mundo mais justo para crianças e adolescentes.



Equipe de adolescentes comunicadores: Dayana (PA), Ítalo Meotti (DF), Rafael Lima (CE), Rogério (RS), Sarah (AC), Thailane Oliveira (RJ), Wesley Busatto (ES), Marco Antônio (TO), Hilamy Moreira (AM), Laisnanda Sousa (MA), Daniel Vonmuller (SC), Laiana (BA), Danielle Fiel (PB), Matheus Farias (RN), Fábio (AP), Júlio César (MG), Weverson Antônio (MT), Alanna Santos (SE), Thamires Rozendo (AL), Lucas Soares de Oliveira (MS) e Suzana Silva (PE)


Educomunicadores: Bruno Ferreira, Elisangela Nunes, Filipe Campos, Maria Luisa Moura e Rafael Silva

9 de out. de 2013

III SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO e DIREITOS HUMANOS






Apesar das propostas de Educação em Direitos Humanos serem hoje objeto de leis e normativas, elas ainda estão longe de fazer parte do núcleo forte de muitas das nossas propostas educativas. Contudo a Luta pelos Direitos Humanos na vida cotidiana tem sido já uma prática social em curso, conduzida por vários grupos e coletivos sociais, incluindo as formas de organização dos adolescentes e jovens, sejam elas formais ou mais espontâneas. Que diálogos nós podemos tecer com as experiências existentes? Que instrumentos podemos colocar a serviço dos mais jovens, para ampliar sua voz?

O III SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO e DIREITOS HUMANOS do IMAS - Instituto Marista de Assistência Social - que tem como tema  este ano A EDUCOMUNICAÇÃO como caminho de PARTICIPAÇÃO de CRIANÇAS E ADOLESCENTES, pretende se debruçar sobre a Educação em Direitos Humanos nos diversos espaços sociais e educativos, pensando em como fomentar o protagonismo e a participação de crianças e adolescentes, ampliando sua capacidade de organização e comunicação . Nesse sentido o evento nos possibilitará conhecer e interagir com projetos que tem buscado atuar na interface entre Educação, Direitos Humanos e Comunicação, nomeadamente as experiências chamadas de EDUCOMUNICAÇÃO.

São experiências que permitem a participação juvenil de um modo adaptado à cultura e psicologia das adolescências, retratando suas vivências, necessidades e desejos. Educadores sociais e populares, profissionais das escolas, lideranças e gestores de espaços sociais, estudantes de serviço social, psicologia, educação, direito e todos aqueles que atuam com o público infantil, adolescente e jovem poderão trazer a riqueza do seu trabalho para partilhar conosco e conhecer mais esse recurso de motivação da participação jovem.

Pretendemos compreender o alcance, a intencionalidade e o sentido humanista, social, politico e pedagógico da EDUCOMUNICAÇÃO, que possibilita aos mais jovens a comunicação (recepção e produção) como direito e exercício de criticidade e cidadania.  Serão também partilhados conhecimentos teóricos e práticos, que permitam às lideranças sociais educadores formais e informais, o uso das estratégias e metodologias da EDUCOMUNICAÇÃO em vista do estímulo do protagonismo juvenil.


EVENTO: III Seminário de Educação e Direitos Humanos: A Educomunicação como caminho de participação de crianças e adolescentes

QUANDO: 30 e 31 de outubro

HORÁRIO: 30/out: de 13h30 às 17h30/ 31/out: de 8h30 às 17h30

LOCAL: Centro Marista Circuito Jovem de Ceilândia – Área Especial – Módulo B, Ceilândia Sul


INFORMAÇÕES: (61) 2102-2177