
No dia 28 de Abril comemora-se o Dia Nacional da Educação. Neste ano, mesmo com momentos de comemorações, muitas reflexões. A Educação e a Saúde no Semiárido Brasileiro mostram que nem sempre andam juntas, onde há escolas em condições precárias de acesso à água e saneamento básico. No CENSO Escolar 2008 MEC/Inep, apontou que dos 1.135 municípios que estão dentro do Semiárido legal(Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerias, Paríba, Pernanbuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe)121 possuem escolas de Ensino Fundamental sem água, totalizando 315 instituições. Em Minas Gerais, das 2.199 escolas públicas das zonas rural e urbana do Semiárido do Estado, 126 não tem nenhum tipo de tratamento Sanitário, e outras 36 ão possuem abastecimento de água.
Nas escolas que possuem abastecimento de água, esta vem da rede pública, de poços artesianos, cisternas, cacimbas ou riachos. Porém, o acesso á água, não siginifica que a situação seja satisfatória pois é importante saber da qualidade desta.
É importante lembrar que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) determina que uma Educação de Qualidade deve assegurar além de aulas regulares, material didático e espaço para recreação, precisa também de água potável para consumo, banheiro e cozinha para o preparo saudável e adequado dos alimentos. Desta maneira, o UNICEF em parceria com a Agencia Nacional das águas elaboraram o Projeto “Toda Escola Pública Brasileira com água potável, banheiro e cozinha”. Através da articulação com o poder púlico dos estados, a proposta visa garantir que todas as escolas do Semiárido atendam a essas condições até o final de 2011, totalizando cerca de 5.000 escolas. Cada estado, até o dia 30 de abril, teve que elaborar um plano de ação e um termo de compromisso devendo ser assinado pelos secretários de educação e meio ambiente e por um representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais em Educação (Undime).