Os interessados em participarem
do Concurso que possuírem alguma boa experiência de prevenção e Erradicação do
Trabalho Infantil, ou ainda de proteção do trabalho adolescente formal podem
acessar o site, conferir o regulamento e inscreverem-se.
19 de set. de 2012
A INFÂNCIA SEM COPA - UM PAÍS A MERCÊ DO TURISMO PREDATÓRIO.
Um país a mercê do turismo
predatório, é, uma série de 5 reportagens, pautada como: A Infância sem Copa. A
matéria revela que, governo federal e locais estão fazendo ou deixando de fazer
para evitar ou combater a exploração sexual infanto-juvenil em cinco das 12
cidades-sedes da Copa: Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Natal e Fortaleza.
Um país a mercê do turismo Predatório, primeira matéria da série, fala sobre a vulnerabilidade das crianças que
já convivem num ambiente hostil frente ao poder econômico do turismo, a “visão
judicialista” e a falta de controle de entrada em hotéis e pousadas que acaba
favorecendo o turismo sexual.
Festa nos Flats, e a segunda
matéria da série. Fala sobre as festas em casas, motéis e apartamentos e como
os turistas estão agindo em Fortaleza, Rio de Janeiro e em Natal.
Pornoturismo mostra a realidadedos “miches” e como o turismo sexual gera visibilidade e faz aumentar o numero
de garotos de programa adolescentes em cidades-sede da copa do mundo de 2014.]
A queda do EURO e a baixa noturismo sexual nas cidades da Costa Brasileira. É a quarta matéria da Série Um
País a Mercê do Turismo Predatório.
Rede de cooperação prova serpossível resgatar vitimas da prostituição. O trabalho profissional e programas
eficientes abrem novas perspectivas para adolescentes submetidos à exploração
sexual.
O concurso Tim Lopes de
Jornalismo Investigativo é uma realização da ANDI – Comunicação e Direitos e
Childhood Brasil ( Instituto WCF). A iniciativa conta com o apoio do UNICEF –
Funda das Nações Unidas para a Infância, da OIT – Organização Internacional do
Trabalho, da FENAJ – Federação Nacional dos Jornalista e da ABRAJI – Associação
Brasileira de Jornalismo Investigativo.
15 de set. de 2012
PROGRAMAÇÃO SEMINÁRIO “A SOCIEDADE CIVIL NO CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS”
8:30 – Credenciamento e acolhida
9:00 – Abertura
9:15 – Mesa 1: A Articulação da Sociedade Civil e seu
papel no Fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do
Adolescente
Palestrante:
Marilene Cruz – Coordenadora da Pastoral Nacional do Menor
10:00 – Debate Aberto
10:30 – Mesa de Debate
2: Concretizando Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes por meio do Fundo
para a Infância e Adolescência
Debatedor 1: Miriam Maria José – Presidenta do CONANDA
Debatedor 2: Dr Gustavo Rodrigues Leite – Promotor de
Justiça Coordenador Regional da Infância e Juventude de Governador Valadares.
12:00 – Debate Aberto aos participantes
13:00 – Almoço
14:30 Mesa de Debate 3: Prioridades e Estratégias da
Sociedade Civil no CEDCA 2013 -2015
Debatedor 1: Frente de Defesa DC/MG
Debatedor 2: Andreia Barreto – Coordenadora da KNH Brasil
SECO
Debatedor 3: Dr. Ananias Ferreira Neves – Presidente do
CEVAM
15:30 – Debate Aberto
16:00 Compromissos Acordados
17:00 Encerramento
O seminário acontece no dia 18/09/2012
no Educandário e Creche Menino Jesus, na Rua Itapagipe 662 – Concórdia. Belo
Horizonte Minas Gerais.
Informações e inscrições: seco@knhbrasil.org.br
14 de set. de 2012
REUNIÃO DAS ALTAS AUTORIDADES EM DIREITOS HUMANOS E CHANCELARIAS DO MERCOSUL- RAADH- E OS ENFRENTAMENTOS LATINOAMERICANOS.
Por Hudson Freitas
A Reunião de Altas
Autoridades em Direitos Humanos e Chancelarias do MERCOSUL e Estados Associados
RAADH, é um excelente exercício democrático que os países que fazem parte do
MERCOSUL- Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina - encontraram para consolidar as
políticas no que se diz respeito aos direitos humanos.
Para continuar lendo acesse: http://migre.me/aHzvH
13 de set. de 2012
SEMINÁRIO " A SOCIEDADE CIVIL NO CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS"
O Centro de Voluntariado de Apoio ao Menor – CEVAM
e a KNH Brasil, realizará no dia 18 de setembro de 2012, o Seminário “A
Sociedade Civil no Conselho Estadual dos direitos da Criança e do Adolescente
de Minas Gerais.”
O objetivo deste é reunir com os Conselheiros da
Sociedade Civil e com representantes dos Fóruns Estaduais de Defesa dos Direitos
da Criança e do Adolescente e representantes de organizações sociais, para
juntos refletir e discutir sobre as nossas concepções e práticas enquanto
sociedade civil, no controle social das políticas públicas da criança e do
adolescente no Estado de Minas Gerais.
Para isso, serão debatidos três temas: “A
Articulação da Sociedade Civil e seu papel no fortalecimento do Sistema de Garantia
de Direitos da Criança e do Adolescente”. “Concretizando Direitos
Humanos de Crianças e Adolescentes por meio do Fundo para a Infância e
Adolescência” e “Prioridades e Estratégias da Sociedade
Civil no CEDCA 2013-2015”.
A participação de todos neste seminário será
fundamental para somar à articulação e trabalho dos Conselheiros de Direitos.
No entanto, informamos que as inscrições serão
limitadas e deverão ser feitas pelo e-mail: seco@knhbrasil.org.br
10 de set. de 2012
1º JOGOS INDÍGENAS DE MINAS GERAIS
Dos dias 13 a 15 de setembro na
cidade de São João das Missões, Minas Gerais, acontecerá o 1º Jogos Indígenas
que será realizado na Aldeia Brejo Mata Fome.
Oito equipes competirão, com 350
indígenas representando nove etnias: Maxakali, Krenak, Caxixó, Mucurin,
Xacriabá, Pankararu, Pataxó, Pataxó Hãe Hãe e Xucuru Cariri.
As modalidades
passam por, derruba o toco – que conciste em um circulo com diâmentro de 3m
onde os competidoes lutam, sem violência, e vence quem consegue forçar o
adversário derrubar o toco – Arco e Flecha e finalizando com Futebol. Ao todo
são 9 modalidades esportivas.
O encontro tem por objetivo promover
o esporte sócio-educacional como identidade cultural, como o resgate de valores
originais e o intercâmbio entre as etnias para o fortalecimento da cidadania indígena.
UNICEF e Campanha Nacional pelo Direito à Educação lançam relatório sobre as crianças e os adolescentes fora da escola e em risco de evasão no Brasil
Estudo, que faz parte de uma
iniciativa global, constata que 3,7 milhões de crianças e adolescentes estão
fora da escola no Brasil.
Brasília, 31 de agosto – O Fundo das
Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Campanha Nacional pelo Direito à
Educação lançam hoje o relatório Todas as crianças na escola em 2015 –
Iniciativa global pelas crianças fora da escola. O estudo faz uma análise do
perfil das crianças e dos adolescentes fora da escola ou em risco de evasão no
Brasil e aponta as principais barreiras que levam a essa situação. Também
apresenta uma análise das principais políticas públicas de enfrentamento à
evasão e ao abandono escolar e faz uma série de recomendações.
A análise do relatório é baseada em
estatísticas nacionais. Segundo a Pnad/2009, cerca de 3,7 milhões de crianças e
adolescentes entre 4 e 17 anos de idade estão fora da escola no Brasil. Desse
total, 1,4 milhão têm 4 e 5 anos; 375 mil, de 6 a 10 anos; 355 mil, de 11 a 14
anos; e mais de 1,5 milhão de adolescentes têm entre 15 e 17 anos. O Censo 2010
confirma essa situação.
Um dos principais fatores de risco
para a permanência das crianças na escola é o fracasso escolar, representado
pela repetência e abandono que provocam elevadas taxas de distorção
idade-série. Mais de 3,7 milhões de alunos das séries iniciais do ensino
fundamental encontram-se com idade superior à recomendada para a série que
frequentam. Em termos absolutos, as regiões com maior número de alunos em risco
de abandono são a Nordeste (1,7 milhão de crianças) e a Sudeste (pouco mais de
1 milhão). Em termos proporcionais, as regiões com mais estudantes em risco são
a Norte (18,33%) e a Nordeste (17,68%).
Os efeitos da desigualdade na
educação
As maiores desigualdades verificam-se quando se levam em
consideração a raça ou a etnia e a renda familiar das crianças em risco de
abandono. Enquanto 30,67% das crianças brancas (1,6 milhão) têm idade superior
à recomendada nos anos finais do ensino fundamental, entre as crianças negras,
a taxa é de 50,43% (3,5 milhões).
O percentual de crianças de famílias
com renda familiar per capita de até ¼ do salário mínimo com idade superior à
recomendada chega a 62,02%. Já nas famílias com renda familiar per capita
superior a dois salários mínimos, a taxa é de 11,52%.
Dos adolescentes com idade entre 15 e
17 anos, mais de 1,5 milhão estão fora da escola (14,8% dessa população). O
maior contingente em termos absolutos está no Nordeste, com 524 mil
adolescentes; em seguida, vem a Região Sudeste, com 471 mil. Em termos
proporcionais, a região com mais adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola é
a Sul (17,1%), seguida da Centro-Oeste (16,7%).
Em relação à educação indígena, os
índices educacionais têm melhorado nos últimos anos, mas há ainda barreiras a
ser superadas. Uma delas é a ampliação da oferta de ensino médio. As matrículas
nessa etapa de ensino não chegam a 6% do total da educação indígena no País.
Educação na Zona Rural
Um dos
maiores desafios para a universalização de toda a educação básica é a grande
dificuldade de acesso de professores e alunos às escolas de áreas rurais,
principalmente nas regiões Norte e Nordeste. De acordo com dados do Censo
Escolar 2009, cerca de 65% dos alunos matriculados em escolas rurais no Brasil
não são atendidos por sistemas de transporte escolar público.
Além disso, muitos currículos estão
desvinculados da realidade, das necessidades, dos valores e dos interesses dos
estudantes residentes no campo.
As taxas de distorção idade-série nas
zonas rurais das regiões Norte e Nordeste chegam a ser duas vezes maiores que
as das regiões Sul e Sudeste.
Em razão desses problemas, a
escolaridade da população rural é muito menor que a da população urbana. De
acordo com dados da Pnad 2009, as pessoas que vivem nas cidades têm, em média,
3,9 anos de estudo a mais que aquelas que vivem nas zonas rurais.
Barreiras para o direito de aprender
A pesquisa
demonstrou que o trabalho infantil e o atendimento inadequado ou inexistente às
crianças e aos adolescentes com deficiência são algumas das barreiras que
impedem que todas as crianças e todos os adolescentes estejam na escola e
tenham assegurado o seu direito de permanecer estudando, de progredir nos
estudos e de concluir a educação básica na idade certa.
O relatório também identificou o
atraso escolar como um dos principais fatores de risco para a permanência na
escola das crianças em situação de distorção idade-série decorrente de
repetência e abandono. Os alunos com idade superior à recomendada para a série
(dois anos ou mais de atraso) que frequentam os anos finais do ensino
fundamental somam mais de 5 milhões, de acordo com Pnad 2009, representando
41,87% do total de alunos e alunas nesse segmento do ensino fundamental.
Políticas e programas existentes
No Brasil,
políticas e programas vêm sendo desenvolvidos por diferentes esferas do poder
público para superar as barreiras que ainda impedem o pleno atendimento das
necessidades educacionais das crianças e dos adolescentes. Alguns programas são
voltados para a qualidade do ensino e o financiamento, como os de formação de
professores e o Fundeb. Outros, como o Bolsa Família e o Programa de
Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), condicionam o recebimento do benefício
à frequência à escola.
Recomendações do Relatório
Uma das
principais constatações do relatório é a importância da intersetorialidade das
políticas públicas para assegurar a universalização e a indivisibilidade dos
direitos da criança. Por exemplo, somente políticas intersetoriais poderão
garantir a inclusão e a permanência na escola e a aprendizagem de crianças e
adolescentes com deficiência, dos meninos e meninas egressos ou em risco de
trabalho infantil, ou das crianças e adolescentes abrigadas e em medidas
socioeducativas.
É preciso ainda eliminar da cultura
escolar a naturalização da repetência, da evasão, da não alfabetização na idade
certa e da não aprendizagem. Para isso, um bom caminho consiste em programar
processos de atenção individualizada e de avaliação contínua.
A valorização do profissional de
educação – que envolve remuneração adequada, plano de carreira e capacitação
constante – é condição indispensável para a garantia da qualidade da educação.
Iniciativa Global pelas Crianças Fora
da Escola
O relatório integra a Iniciativa Global Out of School Children
(Pelas Crianças Fora da Escola), do UNICEF e Instituto de Estatística da UNESCO
(UIS). A iniciativa analisa a exclusão e os riscos de abandono escolar em 25
países. Na América Latina e Caribe, participam Brasil, Colômbia e Bolívia. No
Brasil, vem sendo desenvolvida em parceria com a Campanha Nacional pelo Direito
à Educação, rede da sociedade civil que atua pela efetivação do direito
constitucional à educação no País.
Hoje também está sendo lançado um
relatório regional com a análise da situação nos países da América Latina e do
Caribe.
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