19 de nov. de 2012

ESTUDO REFORÇA MEDIDAS DE PREVENÇÃO DA EXPLORAÇÃO SEXUAL NA COPA DE 2014

Pesquisa aponta relação entre o fluxo de turistas estrangeiros com denúncias ao Disque 100;
capitais do Nordeste são as mais vulneráveis




Estudo encomendado pelo Conselho Nacional do SESI, com base em dados oficiais de fluxo turístico em Salvador (BA) e São Paulo (SP), revelou que há uma relação entre o desembarque de turistas estrangeiros que vêm ao Brasil a passeio e o aumento das denúncias de exploração sexual feitas ao Disque 100, serviço de denúncias do Governo Federal.

De acordo com o levantamento produzido pela John Snow Brasil Consultoria, entre os anos de 2008 e 2010, a cada 370 turistas estrangeiros que chegaram a Salvador, uma denúncia foi feita ao Disque 100. Já em São Paulo, era preciso a entrada de 2.567 turistas para que houvesse o aumento de uma denúncia ao serviço, quase dez vezes mais que na Bahia.

Segundo o consultor Miguel Fontes, coordenador da pesquisa, esse resultado mostra que o país deve se preparar para prevenir a exploração sexual de menores em grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014, quando as cidades-sede dos jogos receberão milhares de turistas.

O Nordeste é a região do país com maior vulnerabilidade à exploração sexual, conforme apontou o estudo, que também levou em consideração a relação entre a renda per capita e o número de denúncias de exploração por grupo de 100 mil habitantes. Os principais fatores estão ligados à renda familiar e aos índices de Desenvolvimento Humano IDH. Os números de exploração sexual confirmam essa realidade, já que o Nordeste é a região com maior número de casos, com mais de 37% do total, de acordo com dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República SDH.

De acordo com o pesquisador, foram utilizados dados do Ministério do Turismo sobre o fluxo de turistas estrangeiros mês a mês, de janeiro de 2008 a dezembro de 2010, na Bahia, onde a característica é o Turismo de Lazer, e em São Paulo, onde predomina o Turismo de Negócios. Ao mesmo tempo, foram colhidas informações da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência (SDH) de denúncias formalizadas de exploração sexual. "A pergunta foi: quando aumenta o fluxo de turistas aumentam também as queixas de exploração? Será que haveria uma correlação entre esses dois fatos? O resultado mostrou que na Bahia e em São Paulo existe essa associação, só que de uma maneira muito mais significativa na Bahia do que em São Paulo", diz Fontes.

O documento intitulado "Turismo e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: um Estudo dos seus Fatores Determinantes" foi apresentado no último dia 23, durante o seminário "A Exploração Sexual e os Grandes Eventos Esportivos" que reuniu, em Paris, na França, representantes do Conselho Nacional do SESI e de organizações europeias de enfrentamento à exploração sexual. Na ocasião, foi feito um alerta para o risco do aumento no número de casos no Brasil nos próximos anos, caso nenhuma medida de prevenção seja adotada.

A partir desse levantamento, o SESI articula com seus parceiros na Europa uma campanha de conscientização tanto nos países que despacham turistas quanto em países como o Brasil, que receberão milhares deles já a partir de 2013, com a ocorrência da Copa das Confederações.

Segundo Miguel Fontes, ações no sentido de orientar os turistas serão importantes para atenuar o que o estudo projeta para os próximos anos. A campanha "Não desvie o olhar" será divulgada em cerca de 20 países na Europa, África e América do Sul. Estão previstos eventos de mobilização, ações em redes sociais, vídeos e pôsteres que serão exibidos em aeroportos, aviões, agências de viagens, bares, restaurantes e outros espaços públicos, além da sensibilização de profissionais do setor turístico para que não aceitem a prática do crime e denunciem. A campanha também prevê a criação de um site europeu para denúncias. Para Fontes, é possível que o cenário exposto pelo estudo não se confirme no futuro por conta de medidas como essa.

Clique aqui para ver o documento na íntegra.

 ViraVida

No Brasil, como na grande maioria dos países, a exploração sexual é considerada crime e violação dos direitos universais de crianças e adolescentes. Mesmo assim, são comuns o desembarque de turistas europeus que chegam com o propósito de explorar sexualmente meninos e meninas agenciados à beira-mar em cidades da costa nordestina ou em cidades como o Rio de Janeiro. Para enfrentar o problema, o SESI criou em 2008 o projeto ViraVida, que busca remover jovens de 16 a 21 anos da exploração, capacitando-os profissionalmente e recompondo seus vínculos com a família.

O projeto surgiu de uma iniciativa pessoal do presidente do Conselho Nacional do SESI, Jair Meneguelli, e hoje está presente em 19 cidades de 16 estados do país. Atualmente, mais de 70% dos alunos formados já estão trabalhando.



Equipe Executiva PAIR-BH

Associação Municipal de Assistência Social - AMAS

Violência sexual contra crianças e adolescentes: ISSO EXISTE!!!
Se você sabe ou suspeita de algum caso faça uma denúncia anônima.
Disque 100 ou 0800 031 1119



17 de nov. de 2012

PROJETO ÁGUA VIVA. EXEMPLO CONCRETO DE QUE PEQUENAS IDEIAS PODEM GIRAR A RODA DO MUNDO E FAZER OS OITO OBJETIVOS DO MILÊNIO VALER A PENA.



Por Hudson Freitas





A água é sem duvida o recurso natural mais importante. Não importa quem somos o que fazemos, onde vivemos, dependemos dela para viver. E nesse nosso contexto de mundo atual onde a água vem sendo tratada como um recurso infinito, sem nenhuma ou pouca preocupação política com a sua gestão no país, o projeto Água Viva da Casa da juventude, que aos poucos revitaliza a Sub-Bacia Hidrográfica do Córrego São Roque no norte de Minas Gerais, é prova que, com atitudes simples e boa vontade, é possível reverter quadros que pareciam perdidos.  

Nascente Recuperada 
O projeto idealizado pela casa Casa da Juventude - Organização parceira da Knh Brasil, fundada pela Associação Papa João Paulo XXIII no ano de 1997 - no município de Itaobim MG –, é voltado para a assistência das comunidades de periferia e atende principalmente, os bairros: São Cristovão, Esperança, Vila Nova e Alvorada.

No ano de 2004, pensando na melhoria nutricional e geração de renda das famílias da região, bem como das crianças e adolescentes assistidos pela entidade, a casa da juventude cria um trabalho voltado à horticultura comunitária. Com o desenvolvimento do projeto e sua principal fonte de irrigação o Córrego São Rogue, afluente do Rio Jequitinhonha teve uma diminuição considerável da sua vazão, chegando próximo da seca total. Diminuição essa devido à escassez de chuvas e não preservação das nascentes na região, que prejudicava a produção da horta. Lembra Manoel Santos, técnico agrícola da Casa da Juventude.

Partiu dos participantes da horta comunitária a ideia de desenvolver um trabalho de sensibilização das famílias envolvidas com a horticultura e as residentes, no entorno da Bacia do São Roque, para a sua proteção. E assim no ano de 2007, com parcerias de diversas entidades do município convencionou trabalhar com toda a Bacia do córrego, pois apenas assim seria possível obter um resultado expressivo e com retornos visíveis para as famílias que se mobilizaram para o problema da falta de água.

Nascente Principal Do Rio São Roque 
Realizou-se quatro caravanas que chegaram a todas as nascentes e afluentes do córrego, mapeou-se a área com a coleta de coordenadas geográficas através de GPS e a posterior representação de um mapa da Sub-bacia do São Roque. O projeto beneficia hoje aproximadamente 250 famílias em toda bacia-hidrográfica. Um dos exemplos desses benefícios, é que o projeto fornece o material e a comunidade à mão de obra, bem como a equipe do projeto ainda presta assistência técnica por um período de dois anos, após esse período estabelecido, a continuidade do trabalho de preservação das nascentes passa a ser de suma responsabilidade do proprietário. Só no ano de 2012 o projeto conseguiu fazer o cercamento  de 6 seis nascentes.

A KNH Brasil se orgulha, e muito do projeto Água Viva, que é um bom exemplo de que os oito objetivos do milênio – criado pela Organização das Nações Unidas - pode de fato ser uma realidade concreta. “Através do projeto, conseguimos fazer com que a comunidade passe a ter mais união e hoje graças, ao Água Viva, estamos iniciando através do município um beneficiamento de água para 26 famílias de uma nascente cercada pelo projeto”. Diz Augusto Brandão, morador da Comunidade da Coruja. Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento, não só pessoal, mas também coletivo; um dos oito objetivos proposto pela ONU.

 A jovem Brenda Amaral da Casa da Juventude afirma que o projeto foi responsável por uma reviravolta na sua vida ao longo desse ano de 2012.  “Um dos grandes problemas da região é a falta d’água causado muito das vezes pela forma que os recursos são gerenciados. Com isso tiro apenas uma única lição de vida, se cada ser humano não cuidar desse recurso tão importante para a nossa vida, um dia ele irá acabar”. Finaliza a jovem.

Ideias que aos poucos se transformam e geram por si próprias uma cadeia sem fim de resultados positivos para toda uma sociedade, é o que a KNH Brasil acredita.



Cercamento de Nascente 

Nascente 

Trabalho de Sensibilização  

Equipe de Cercamento 

Equipe Sapucaia 

Reunião de Conscientização 












13 de nov. de 2012

PROJETO DE ARTE-EDUCAÇÃO É REFERENCIA NA LUTA CONTRA EXPLORAÇÃO SEXUAL DE JOVENS E ADOLESCENTES.








A casa de assistência Filadélfia CAF, parceira KNH Brasil, trabalha na grande São Paulo questões relacionadas ao abuso e exploração sexual envolvendo jovens e adolescentes. Com o advento da copa das confederações 2013, Copa do Mundo 2014, Olimpíadas 2016 e as grandes obras, nunca foi tão propicio levantar questões tão importantes no enfrentamento dos direitos de crianças e adolescentes.

A CAF hoje conta com 6 projetos de apoio e promoção a jovens e adolescentes. Dentre esses seis projetos, a Knh Brasil, apoia diretamente O Meu Corpo Meu Bem, que é um projeto de arte-educação em sexualidade.

Por meio de artes e jogos o Meu Corpo Meu Bem, trabalha com crianças adolescentes e adultos temas relacionados com sexualidade, relacionamento, autocuidado e prevenção da violência sexual, tendo o cuidado de direcionar as atividades a cada faixa etária.

São 5 bases de trabalho que o projeto utiliza: conhecer, apreciar, cuidar, respeitar e proteger o seu corpo, com o intuito de que jovens desenvolvam a sexualidade de forma segura e com afeto.

A KNH Brasil conversou com Euci Selma Siébra Munhóz, coordenadora Do Meu Corpo Meu Bem, a respeito do enfrentamento do abuso e exploração sexual de jovens e adolescentes.

Por: Hudson Freitas

KNH - Como a CAF acredita principalmente através do Projeto Meu Corpo Meu Bem ser possível combater o turismo sexual de crianças e adolescentes no Brasil?

CAF - É possível, mas não é fácil ou simples. O combate ao turismo sexual de crianças e  adolescentes no Brasil, depende de ações e setores diversos. É preciso considerar que se trata de “crime organizado” e que existem setores responsáveis e competentes para ações específicas. Nosso papel no combate ao turismo, à exploração sexual de crianças e adolescentes, é educar para projeto de vida, informar e orientar a sociedade e as famílias sobre os direitos de crianças e adolescentes, inclusive de como identificar situações de risco e proceder nas denuncias. 

KNH - A CAF já está discutindo possíveis estratégias a serem implementadas contra a violência sexual de crianças e adolescentes durante os períodos dos megaeventos esportivos -Copa das Confederações 2013 e COPA 2014 - ? Se sim, o que já foi possível delinear? Se não, há alguma pretensão neste sentido?

CAF - O projeto Meu Corpo Meu Bem atua nas escolas do entorno da CAF com oficinas de autocuidado para prevenção de abuso sexual infantil  nas Escolas de Educação Infantil e de prevenção de DST/AIDS, Sífilis congênita e violências contra crianças e adolescentes na comunidade e Escolas de Ensino Fundamental do entorno da CAF. - Iniciamos o ano de 2011 promovendo um encontro com os professores e educadores sociais, quando apresentamos a preocupação com as crianças e adolescentes em razão da realização dos eventos em 2013 e 2014, salientando as mudanças na infraestrutura da região - instalação de rede de hotéis - e a construção do estádio onde se dará a abertura da Copa do Mundo - São Paulo – Zona Leste.   Em 2011 também participamos do encontro de filiadas RENAS que possibilitou novos encaminhamentos para a rede de proteção, construção de novas alianças e estruturação da Campanha de Enfrentamento ao Turismo Sexual da Criança e do Adolescente - Projeto Copa 2014;- Retomada de contatos com o BICE  – International Catholic Child Bureau, que firmou parceria com a CAF para a realização do “Café com Reflexão” de 2012 - agora em Dezembro de 2012, para participação de jovens líderes comunitários e líderes de diversos setores do município para tratar do tema;- Firmamos parceria com o Instituto Minidi de Arte, Educação Social para capacitação de 40 professores e educadores sociais que atuam na Zona Leste de São Paulo, na metodologia do projeto Meu Corpo Meu Bem  – abordagem de Arte/Educação dos temas de Saúde e Direitos Humanos;- Em 2012 demos continuidade às ações e eu e outro membro da equipe, a Regina Trabachini, participamos do XIII Curso Multidisciplinar de Atualização no atendimento em situações de abuso sexual do PAVAS – Programa de Atenção à Violência Sexual, Saúde Pública, USP. Como atividade do curso fizemos o trabalho:  “Enfrentamento ao abuso de exploração sexual infanto-juvenil na Região de Ermelino Matarazzo – Zona Leste de São Paulo: Ações do projeto “Meu Corpo Meu Bem” da Casa de Assistência Filadélfia”. Após a realização do diagnóstico situacional, do trabalho, delimitamos nossas ações: 1- Fortalecer a comunidade a partir do trabalho intersetorial, em rede, para o enfrentamento do abuso e exploração sexual infanto-juvenil. 2- Promover o fortalecimento pessoal e o vínculo familiar como uma estratégia para a prevenção do abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes; 3- Estimular a capacitação continuada de profissionais e cuidadores fortalecendo a rede de proteção e da prevenção do abuso e exploração sexual infanto-juvenil. Os eixos temáticos serão:
1) Estatuto da Criança e do Adolescente;
2) Arte/Educação em Saúde;
3) Trabalho em Rede.
Esse plano de enfrentamento foi compartilhado com professores e educadores sociais no encontro “Acampadentro”, realizado no dia 29 de Setembro de 2012;- Realizamos alguns contatos e reuniões com lideranças religiosas e com o apoio dos pastores e de jovens líderes; no dia 10 de Novembro de 2012 estaremos realizando na Igreja Presbiteriana de Cidade A. E. Carvalho, um Café – Fórum Jovem para que os jovens de diversas igrejas possam discutir e propor ações de prevenção no espaço religioso de diversas denominações.



KNH - A seu ver, porque a exploração sexual nem sempre é vista como crime contra a criança e principalmente contra o adolescente?

CAF -  Sou artista plástica, arte-educadora, e minha pesquisa caminha pela cultura, cultura brasileira. A exploração sexual é crime, mas é multifacetada, complexa, e me importa as questões culturais que predispõe situações de risco e até legitimam absurdos, coisas bizarras. No meu entendimento, os valores culturais, dentro de um certo contexto, são mais determinantes para que ocorram a exploração sexual que outros fatores. Os valores que uma pessoa possui é que a levam a ver algo como aceitável/correto ou repugnante/crime. Que tipo de “valor” damos a crianças e adolescentes: de coisa, de produto?

KNH - Você acredita que a omissão tanto do estado como da sociedade é o que contribui para que jovens sofram os males da exploração sexual no Brasil? Se sim, como e onde você vê que isto acontece?

CAF - Creio que já avançamos, estado e sociedade, mas existem ainda grandes desafios. No encontro que tivemos com os professores e educadores sociais a grande questão colocada pelos participantes foi “como denunciar sem sofrer retaliação”. Orientamos como deve ser o procedimento, mas será possível fazer algo a esse respeito e não se envolver a ponto de não sentir o rebote de alguma forma? A denúncia anônima resolve em parte, porque só faz denúncia quem tem esse valor, conhece o processo e por não concordar toma uma atitude. Isso acontece em todos os setores. Posicionar-se tem preço, costuma ser caro, precisa de vontade política para não ser omisso.

KNH - No caso de crianças e adolescentes que sofreram abuso e/ou exploração sexual, é possível reviver “sonhos perdidos”? Que estratégias são necessárias?

CAF - Em primeiro lugar é preciso prevenir casos tanto de abusos como de exploração sexual.  Não é possível mensurarmos o tamanho dos estragos e nem prever quem consegue transpor esse tipo de experiência de forma a recuperar-se totalmente. Quanto aos casos suspeitos, a criança ou adolescente precisam ser ouvidos, depois, o mais rápido possível, precisam receber atendimento médico (exame e medicação preventiva para DST/AIDS caso o profissional entenda necessário) e psicológico. Depois outras providencias, as legais.

KNH - Nota-se um número crescente de casos envolvendo meninos na exploração sexual, sobretudo nas orlas brasileiras, o que podemos atribuir esse aumento crescente envolvendo meninos?

CAF - A minha opinião é que, atualmente, isso é mais visível, mas sempre houve. Existe uma estrutura “organizada” que favorece, mas são muitos os fatores. Tudo começa na família, mas é lógico que as condições sociais e tantas outras dessa família podem também favorecer. É compreensivo que uma criança ou adolescente sem recursos sejam seduzidos por ofertas inescrupulosas. Eles apelam para as necessidades deles, e meninos também têm necessidades.  Eles são vulneráveis, e muitas vezes a própria família também. A mídia muitas vezes não colabora. Ouvi recentemente que lá fora, no exterior (alguns países) se faz propaganda do Brasil como “um lugar onde tudo pode”. A relação é feita com os comportamentos das pessoas em nossas festas populares (Carnaval) e a leitura é de que esses tais comportamentos sejam atribuídos a todos da população indiscriminadamente. Valoriza-se muito mais o que as pessoas possuem do que os que elas são, isso nos programas de TV, os artistas, as pessoas que ficam em evidência. Assim, se o importante é ter, então se justifica fazer qualquer coisa para possuir, ostentar, etc.

KNH - É sabido que esses meninos acabam durante vários dias fazendo programas, com alguns clientes fixos ou ate mesmo mais de um, em casas, apartamentos, ou em fletes, com turistas. É Comum esses meninos utilizarem algum medicamento ou drogas ilícitas para dar conta de tantos dias de atividade?

CAF - Como já mencionei essas atividades não acontecem sozinhas, estão em rede com outras atividades ilegais. A falta de informação sobre as consequências para a saúde seja sobre as práticas sexuais e do uso de entorpecentes, medicamentos, drogas, seja o que for, é um dado importante. Outro é que muitos referem só ter condições de submeter-se a essas práticas sob efeito desses recursos. Esses jovens precisam de outras opções, projeto de vida alternativa.

KNH - Na CAF vocês tem uma metodologia para o autocuidado através da Arte/Educação. Como é esse trabalho? Quais seus objetivos?

CAF - Nosso trabalho tem sido desde o início do projeto o de prevenção primária, “maneira mais econômica, eficaz e abrangente”. Em 2003 quando a CAF assumiu o abrigo de crianças e adolescentes que viviam ou conviviam com HIV/AIDS, na Zona Leste de São Paulo, a direção soube que alguns não tinham o histórico de transmissão vertical do vírus HIV - Denomina-se transmissão vertical do HIV a situação em que a criança é infectada pelo  vírus da AIDS durante a gestação, o parto ou por meio da amamentação - como era de se esperar naquela época, mas haviam sido infectados com o vírus HIV por abuso sexual. A questão era: como lidar com essa situação e tratar com crianças e adolescentes com esse histórico de violência somado ao de soropositividade? A diretora executiva nessa época, Ieda Maria S. Bochio,  organizou um grupo de técnicos, na verdade, uma equipe multidisciplinar para realizar atividades de educação em sexualidade no Abrigo da CAF. Foi nesse momento que fui convidada a participar da equipe. Como artista plástica e arte-educadora colaborei com a formulação da metodologia: Arte/Educação para abordagem dos temas de Saúde, privilegiando a cultura brasileira, jogos e as linguagens artísticas. As atividades de prevenção com crianças e adolescentes são realizadas em seis encontros, baseados em cinco pilares e um último encontro quando é feita uma avaliação e o compromisso, entrega de certificado. Quando não se conhece o próprio corpo, é difícil apreciá-lo; quando não apreciamos não cuidamos; a negligência com o próprio corpo é uma forma de desrespeito e a consequência, geralmente, é expor-se a riscos. Crianças e adolescentes que aprendem esses princípios tem mais probabilidade de protegerem-se de violências e de protegerem outros. As atividades artísticas possibilitam estratégias diversas, leituras expressivas e ações dialógicas, colaborando na educação em sexualidade, prevenção e identificação de casos de violências, abuso sexual infantil. Quando as oficinas são realizadas nas escolas fazemos primeiro um encontro de sensibilização com os pais e cuidadores e com os professores. Isso é fundamental. Além de estender essas informações entre os adultos, eles ficam sabendo que os jovens estão sendo orientados e que mais pessoas estão atentas para identificar possíveis casos de violência contra crianças e adolescentes.


 KNH - Jovens que vivem em comunidades de alta vulnerabilidade social ou em regiões periféricas são as maiores vitimas da exploração e abuso sexual ou o jovem de classe média e classe média alta, também está à mercê de abuso e exploração?

https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=3701759876838088954#editor/target=post;postID=5087083567090855303CAF - O abuso sexual acontece em todas as classes sociais, credos, em toda parte do mundo. Nas comunidades mais vulneráveis essas ocorrências costumam vir a público, já nas classes média e alta costumam ser abafados. Veja, quando uma criança sofre violência dentro de um cômodo da comunidade é mais fácil alguém ouvir, perceber, e denunciar. Já nos grandes apartamentos, palacetes ou condomínios onde as casas ficam distantes umas das outras é muito mais difícil haver o envolvimento de outras pessoas para interferir. Famílias com maior poder aquisitivo, quando algum caso de violência sexual acontece, o sigilo é obtido com presentes, com atendimentos de médico e psicólogo de família, que nem sempre rompem o ciclo.Quanto à exploração sexual parece que é maior entre jovens de menos acesso,  de regiões de periferia. O fenômeno é semelhante. Contudo, não podemos esquecer que os jovens adolescentes são vulneráveis em qualquer classe social pela própria condição de desenvolvimento. Vez ou outra surgem na mídia casos de jovens de classe média e alta envolvidos com drogas, que cometem furtos, assaltam, matam e é sabido que devem se expor em atividades sexuais impróprias para manter o vício, a dependência. O número é bem maior do que é divulgado, e eles acabam tendo o suporte da família se não para dar conta do problema, pelo menos para abafar.

KNH - Estamos falando de violência sexual e possivelmente tendo como uma das causas a fragilidade e/ou rompimento dos vínculos familiares. Como é o trabalho com as famílias neste sentido?

CAF - Como mencionei, iniciamos o trabalho com crianças e adolescentes em situação de abrigamento. O trabalho com as famílias era no sentido de reinseri-los na família de origem ou em uma de adoção. Esse trabalho foi encabeçado pelo coordenador do Abrigo, Rubens Ortiz, e sua equipe. O Abrigo teve suas atividades encerradas em Dezembro de 2010, mas o Rubens continua dando suporte para essas crianças e adolescentes em suas famílias.Na escola, fazemos as oficinas de sensibilização e intermediamos o relacionamento entre a escola e a família, principalmente nos casos de negligência - faltas na escola, trabalho nos faróis, enfermidades, falta de higiene, de violência  física - e quando identificamos casos de abuso sexual. Atuamos com as famílias nos projetos que tem parceria com a Secretaria Municipal Assistência e Desenvolvimento Social, SASF e CCA,  nas oficinas de geração de renda, sob coordenação da Regina A. Trabachini, e nas comunidades religiosas com as quais temos parceria de trabalho. As crianças e os adolescentes do entorno da CAF, ou estão na escola, ou nos projetos ou nas igrejas. Infelizmente não é a maioria, e não temos condição de dar conta de tudo que é preciso fazer. Daí entendemos que é preciso capacitar professores, educadores sociais, líderes das igrejas para identificar casos e como atender as crianças e adolescentes que passam por essas situações de violência

KNH - Gostaria de deixar alguma mensagem para as pessoas no sentido da responsabilidade de todos no enfrentamento das violações em geral dos diretos humanos de crianças e adolescentes?

CAF - Posicionar-se e enfrentar as violações de direitos humanos de crianças e adolescentes é responsabilidade de todos. Não há dúvidas sobre isso, mas também não é segredo de que há resistências em todos os setores. Desde o surgimento da AIDS a quebra de paradigmas retrata o direcionamento adotado nos serviços de atendimento aos portadores do HIV/AIDS. A AIDS foi e ainda é um desafio, mas o enfrentamento da epidemia construiu um conhecimento que pode ser reproduzido para enfrentar a violência contra crianças e adolescentes. É preciso desconstruir o que está estabelecido, sair do conformismo, romper o conceito de que o enfrentamento é tarefa de alguns e partir para ações criativas, Inter setoriais e em rede.

12 de nov. de 2012

SEMINÁRIO JUVENTUDE, EDUCAÇÃO E TRABALHO





A Ação Educativa, seus colaboradores e apoiadores convidam você a participar do Seminário Juventude, Educação e Trabalho, a ser realizado nos dias 6 e 7 de dezembro em sua sede, na rua General Jardim, 660 - Vila Buarque, São Paulo - SP.

O encontro tem como objetivo reunir diversos atores - representantes de grupos e organizações da sociedade civil, gestores de políticas públicas, pesquisadores, professores e estudantes da educação básica, ténica e superior - para uma reflexão sobre as interfaces entre educação e trabalho na vida dos jovens brasileiros.

O seminário é uma iniciativa da Ação Educativa, em articulação com Observatório Jovem da UFF, Observatório da Juventude da UFMG, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), Programa de Pós-graduação em Educação da UniRio e Programa de Mestrado em Educação do Departamento de Ciências Humanas e Educação da UFSCar, e conta com o apoio do Instituto Unibanco, da Kindernothilfe e da Norwegian Church Aid.

Inscrições até 25/11 (clique aqui). As vagas são limitadas! Mais informações em www.acaoeducativa.org ou pelo e-mail seminariojuventude@acaoeducativa.org.

Programação


Dia 06/12 (quinta-feira)

8h – Credenciamento e café da manhã

9h – Mesa de Abertura
Debatedores:
- Juarez Tarcísio Dayrell – Professor da Universidade Federal de Minas Gerais (Observatório da Juventude da UFMG)
- Maria Virginia de Freitas – Coordenadora do Programa Juventude da ONG Ação Educativa
- Ricardo Henriques – Superintendente Executivo do Instituto Unibanco

9h30 – Juventude e as interfaces entre educação e trabalho
Debatedores:
- Cláudia Jacinto – Coordenadora do Programa de Estudos sobre Juventude, Educação e Trabalho do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social da Argentina
- Cláudio Salvadori Dedecca – Professor do Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp)
- Laís Wendel Abramo – Diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho no Brasil (OIT-Brasil)
- Paulo César Carrano – Professor da Universidade Federal Fluminense – Observatório Jovem da UFF (debatedor)

14h – Mesas Simultâneas

Mesa 1: Trajetórias e percursos juvenis de educação e de trabalho
Debatedores:
- Nádia Maciel Falcão – Professora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
- Gisela Lobo Baptista Pereira Tartuce – Pesquisadora da Fundação Carlos Chagas (FCC)
- Munhoz Alavarse – Professor da Universidade de São Paulo (USP)
- Ana Paula Corti – Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP

Mesa 2: O ensino médio e a formação para o trabalho
Debatedores: Raquel Souza dos Santos – Assessora da ONG Ação Educativa
- Cristina Araripe Ferreira – Coordenadora do Laboratório de Iniciação Científica na Educação Básica da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz
- Sandra Regina de Oliveira Garcia – Coordenadora Geral do Ensino Médio na Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação
- Juarez Tarcísio Dayrell – Professor da Universidade Federal de Minas Gerais – Observatório da Juventude da UFMG

Dia 07/12 (sexta-feira)

9h – Mesas simultâneas

Mesa 1: O ensino técnico brasileiro e as políticas de expansão do atendimento
Debatedores:
- Marcos Antônio Oliveira (a confirmar) – Secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação
- Celso João Ferretti – Professor visistante sênior da Universidade Tecnológica Federal do Paraná
- Carlos Artexes Simões – Professor do CEFET Celso Suckow da Fonseca, pesquisador do Observatório de Juventude da UFF
- Uvanderson Vitor da Silva – Doutorando do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro

Mesa 2: Programas e ações de qualificação e inserção dos jovens no mundo do trabalho
Debatedores:
- Maria Carla Corrochano – Professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
- Lívia de Tomasi – Professora da Universidade Federal Fluminense (UFF)
- Antônio Almerico Biondi Lima – Superintendente da Educação Profissional da Secretaria de Educação do Estado da Bahia
- Eliane Ribeiro Andrade – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO

14h – Juventude, educação e trabalho: novos desafios e perspectivas?
Debatedores:
- Miguel Gonzalez Arroyo – Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
- Marilia Pontes Sposito – Professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP)
- Helena Wendel Abramo – Gerente de projetos da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ)
- Maria Carla Corrochano – Professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
- Raquel Souza – Assessora da Ação Educativa


7 de nov. de 2012

INSTITUTO C&A ABRE EDITAL DE PROJETOS PARA ATUAÇÃO SOCIAL EM REDE.




Organização garante apoio técnico e financeiro para redes de instituições sociais que atuam em prol do direito à educação de crianças e adolescentes


O Instituto C&A abre hoje o edital para selecionar projetos de atuação social em rede dentro do seu programa Redes e Alianças. Até 20 de dezembro, estarão abertas as inscrições para as instituições interessadas em receber apoio técnico e financeiro para projetos de redes voltadas à educação de crianças e adolescentes. O valor máximo de apoio aos projetos de rede neste edital é de 160 mil reais. A proposta deverá ser preenchida no formulário disponível no site do Instituto C&A acesse aqui.

O edital prevê a seleção de projetos elaborados por redes, coletivos de instituições, movimentos, grupos de trabalho, fóruns e coalizões, geridos e desenvolvidos coletivamente por instituições sociais, articuladas entre si. O objetivo é promover a cooperação, a convergência e a multiplicação de esforços entre instituições, organizações e pessoas, de modo a contribuir para a garantia do direito à educação das crianças e dos adolescentes no Brasil.

A seleção dos projetos conta com três etapas de avaliação, todas eliminatórias: análise das iniciativas inscritas, para verificar o atendimento aos requisitos formais definidos no regulamento; análise de mérito das iniciativas admitidas na etapa um; e visita técnica às instituições selecionadas na etapa dois. Os projetos selecionados devem indicar um representante para participar em encontros de formação a ser realizados pelo Instituto C&A.

Entre os critérios de seleção das iniciativas, estão: consistência da proposta e relevância das ações relativas ao tema da educação de crianças e adolescentes (relação entre diagnóstico e cenário, abrangência, metodologia, atividades e recursos); instâncias colaborativas e de formação técnica e política do grupo; visão e modus operandi para o trabalho colaborativo com outras organizações-membros da rede; composição de equipe de trabalho e distribuição de responsabilidades para operacionalização do trabalho em rede e da rede; e viabilidade financeira, com base no plano de ação.
Programa Redes e Alianças

O programa Redes e Alianças promove a cooperação, a convergência e a multiplicação de esforços entre organizações e pessoas, de modo a contribuir para a garantia do direito à educação das crianças e dos adolescentes no Brasil.

A proposta técnica do programa define rede como “um padrão organizacional produzido por dinâmicas de conectividade, no qual agentes autônomos (pessoas e/ou instituições) se interligam de forma horizontal para cooperar”.

O programa Redes e Alianças foi lançado em 2010 e teve seu primeiro ciclo de apoio entre os anos de  2010 a 2012. Nestes três anos, o orçamento geral do programa foi de R$ 2.285.593,81.
O Comitê de Seleção será constituído por pessoas com experiência nas áreas de abrangência do edital, indicadas pelo Instituto C&A. A relação dos aprovados será publicada no site da organização na segunda quinzena de fevereiro de 2013.

O edital completo está disponível no portal do Instituto C&A:

CONTEÚDO SOBRE GESTÃO DE ONGs PARA DOWNLOAD GRATUITO NO INSTITUTO FONTE.




O Instituto Fonte Para o Desenvolvimento Social, com o intuito de circula o conhecimento para o fomento no campo social, oferece gratuitamente para download em seu site o Conteúdo Sobre Gestão de ONGs.

A Coleção “Caminhos para Promover o Desenvolvimento de Organizações da Sociedade Civil” Como mobilizar todo o potencial que existe em uma organização e superar eventuais crise de modo proativo?  A Coleção, conposta por 50 folhetos, busca ajudar os envolvidos em iniciativas sociais a refletirem sobre essas questões e a incorporar resultados práticos e transformadores. Acesseaqui o material.

O “Guia Pés Descalços – Para trabalhar com organizações e mudança Social” é a versão traduzida pelo Instituto Fonte do Barefoot Guide, um guia prático, do tipo “faça você mesmo”, destinado a líderes e profissionais que querem ajudar suas organizações a funcionarem e a se desenvolverem de forma mais saudável, humana e efetiva.

5 de nov. de 2012

CARTA DE BRASÍLIA PELA ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL




Os Participantes do Seminário “Trabalho Infantil, Aprendizagem e Justiça do Trabalho”, organizado e promovido pelo Tribunal Superior do Trabalho e pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho, no Período de 09 a 11 de outubro de 2012, vêm a público para:

11 Recordar o compromisso assumido pelo Brasil perante a comunidade internacional, de erradicar as piores formas de trabalho infantil até 2015 e todas as formas até 2020, o que exige planejamento, articulação e ações estratégicas;

  2   Expressar perplexidade e preocupação com os números ainda elevados do trabalho infantil no País: cerca de três milhões e seiscentos mil crianças, com discreti aumento na faixa dos 10 aos 13 anos (PNAD IBGE 2011), que denota a insuficiência das políticas públicas para extirpar essa chaga social;

33 Relembrar que a exploração do trabalho infantil constitui grave violação dos direitos humanos;

44  Exigir o cumprimento das normas das Convenções números 138 e 182 da Organização Internacional do Trabalho, ratificadas pelo País, equivalentes à lei interna;

55 Afirmar a competência material da Justiça do Trabalho para conhecer e decidir sobre autorização para o trabalho de criança e do adolescente, nos termos do artigo 114, I, da Constituição Federal, com a redação que lhe deu a Emenda Constitucional 45/2004, seja ante a natureza da pretensão (Labor subordinado em favor de outrem, passível, em tese, de configurar relação de trabalho), seja ante a notória e desejável especialização da matéria;

66 Encarecer que a aplicação da proteção integral e prioritária à criança e ao adolescente assegurará reação suficiente e válida contra as tentativas reiteradas de exploração do trabalho infantil;

77 Enfatizar que a aplicação da proteção integral e prioritária à criança e ao adolescente assegurará reação suficiente e válida contra as tentativas reiteradas de exploração do trabalho infantil;

88 Ressaltar que o incentivo ao incremento dos contratos de aprendizagem não pode olvidar que esse instrumento presta-se à capacitação e à profissionalização do jovem trabalhador, não admitindo a precarização do trabalho humano;

99 Proclamar que é necessário democratizar o acesso à aprendizagem e, em especial, introduzir egressos do trabalho infantil nos cursos do sistema “S”;

 10 Repudiar o trabalho infantil doméstico, que atinge particularmente o universo infantil feminino;

 11 Rechaçar a aprovação dos Projetos de Emenda Constitucional nº 18 e 35 de 2011, que propõe a redução da idade mínima de trabalho para catorze anos, em inaceitável retrocesso social;

112. Convocar toda a sociedade brasileira, por ocasião deste 12 outubro, dia da criança, para lutar e com todas as forças pela erradicação do trabalho infantil!

Brasília, 11 de outubro de 2012.