9 de ago. de 2013

RITALINA: O MONSTRO DA INFÂNCIA



Soa como uma horrível história de um filme de terror: um psiquiatra norte-americano, internacionalmente famoso, testa em seus pacientes, nos anos 60, diferentes remédios psicotrópicos com a intenção de acalmar as crianças. Quando encontra a pílula adequada com a qual consegue acalmá-las, ele levanta em nome da Organização Mundial da Saúde a agitação das crianças como uma nova doença. Uma nova fonte de renda da rede mundial da indústria médica e farmacêutica. Milhões de jovens em todo o mundo tomam a ritalina há décadas, porque eles teriam a suposta TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.

O Citado neurologista norte-americano leva o nome de Leon Eisenberg. Todavia a verdade sempre vem à tona, mesmo se às vezes demore um pouco mais. Pouco antes de sua morte em 2009, o médico de 89 anos revelou o embuste: nunca ele havia imaginando que sua descoberta tornar-se-ia tão popular, declarou ele em um artigo. “TDAH é um exemplo marcante para uma doença fabricada!”

Uma doença fabricada. Isso também fora recentemente comprovado. Diante do dramático aumento dos casos de diagnósticos de TDAH – um aumento de cerca de 400 vezes entre 1989 e 2001- os pesquisadores são agora unânimes: TDAH é estampada – precipitadamente como espada de Dâmocles para a vivacidade das crianças. Os meninos caem com mais frequência na armadilha. Tudo deve estar em ordem para o cartel farmacêutico. Entrementes, esta “doença fabricada” manifestou-se mundialmente com transtorno psíquico. Uma injustiça, como cada vez mais vem à luz do dia: aquilo, que é conhecido como TDAH ou TODA – síndrome do déficit de atenção – e supostamente  condicionada à herança genética, baseia-se de fato, frequentemente em diversos motivos e tem pouco a ver com um verdadeiro quadro de doença psíquica, como explicou há alguns anos o antigo chefe da psiquiatria para crianças e jovens da Uniklinik Eppendorf, o falecido Prof. Dr. Peter Riedesser: Frequetemente problemas familiares têm um papel importante, que devem ser investigados, além disso, a maioria dos atingidos são garotos, o que também está relacionado com o fato destes não raramente terem um temperamento mais desenfreado do que as garotas. Mas em relação às meninas, maioria das afirmações tendem para o códex comportamental, assim  como para as instituições de acolhimento dos jovens, como também escolas. Basta os garotos brincarem como selvagens para que eles mereçam rapidamente a atenção. Na realidade, a TDAH é um problema dos incompreendidos jovens da atualidade. Um exemplo:

Quando eu vi há alguns anos a mãe de um garoto vizinho chorando, eu perguntei a ela o que estava acontecendo. Ela respondeu que a instrutora do jardim de infância havia lhe participado que seu filho tinha a TDAH, e que a criança teria que tomar a Ritalina. Afinal, o garoto era hiperativo. Eu fiquei pasma, pois, a meu ver, isso era inimaginável, o menino não tinha um comportamento alterado, nem era hiperativo, mas sim deixava uma impressão saudável de grande vivacidade. Como a instrutora do jardim de infância sabia exatamente qual era o problema, eu perguntei à mulher, pois ela não era nem psicóloga nem médica. A minha vizinha respondeu que a instrutora havia participado em um curso noturno exatamente sobre este tema.

Felizmente consegui telefonar imediatamente para o Prof. Riedesser e reportei-lhe o caso. O Médico chamou o garoto e o examinou minuciosamente. Diagnóstico: a criança era completamente normal. O que eu não sabia até então: a indústria farmacêutica formava há muito tempo educadores e professores de jardim de infância e escolas, a fim de que eles tivessem uma “visão exata” sobre crianças com grande vivacidade, e cujos pais seriam informados sobre o perigoso diagnóstico e fosse informados a respeito do adequado medicamento.

A Ritalina não é um comprimido qualquer, mas sim algo “barra pesada”, ela contém metilfenidado e atua nos neurotransmissores cerebrais, exatamente onde a concentração e os movimentos são controlados. E o que ainda é fatal: o efeito do metilfenidado nas pessoas está longe de ser completamente pesquisado. Nada se sabe sobre suas consequências nas próximas gerações; perigosas doenças como Parkinson devem estar relacionadas, por exemplo, com o uso da ritalina. Os efeitos colaterais do pequeno comprimido branco vão desde a falta de apetite e insônia, desde estados de medo, tensão e pânico até crescimento reduzido. Além disso: ritalina é um psicofármaco e faz parte do grupo dos anestésicos, assim como a cocaína e a morfina. Todavia, como já dito, é receitado a crianças pequenas, frequentemente por vários anos. Porém, a “doença” não é curada através da ritalina: assim que a aplicação do medicamento é suspensa, os sintomas reaparecem imediatamente. 

A ritalina é uma pílula contra uma doença inventada. Lê-se no Deutscher Apotheker Zeitung, publicação essa dirigida às farmácias. E o inventor da TDAH, o várias vezes condecorado neurologista norte-americano Eisenberg, declarou consternado no fim da vida: “A pré-disposição genética para TDAH é completamente superestimada”. Ao contrário disso, os psiquiatras infantis deveriam pesquisar com muito mais carinho os motivos psicossociais, que podem levar a desvios de comportamento, declarou Eisenberg ao jornalista científico e autor de livros, Jörg Blech, conhecido pela sua ampla crítica à industria farmacêutica em seu livro Die Krankheitserfinder – Os inventores de doença – NT.

Arrependido, Eisenberg afirmou antes de morrer onde poderiam ser encontradas as causas, e elas deveriam ser examinadas com maior afinco ao invés de se lançar mão logo de imediato do remédio: há disputas entre os pais; mãe e pai moram juntos, existem problemas na família? Estas perguntas são importantes, mas elas tomam muito tempo, citando Eisenberg, o qual, suspirando, acrescentaria: “Um remédio é indicado rapidamente.”

“Nossos sistemas estão se tornando desagradáveis aos jovens”, afirma também o professor para pesquisa de abastecimento farmacêutico da Universidade de Bremen, GerdGlaeske. Jovens querem viver com mais riscos e experimentar. Mas lhes falta o necessário espaço livre. Jovens tentam ultrapassar os limites, isso chama a atenção em nosso sistema. “ Quando alguém diz que os jovens atrapalham, também devemos conversar sobre aqueles que se sentem incomodados”, declarou o professor.

O diagnóstico TDAH tende aumentar mundo a fora, apenas o Laboratório Novartis faturará 464 milhões de dólares com o comprimido, que torna o jovem “liso, sociável e quieto”. Para se ter um comparativo, há 20 anos, 34 quilos de metilfenidado foram pescritos pelos médicos, hoje estima-se 1,8 toneladas. Em todo mundo, cerca de dez milhões de crianças devem receber a prescrição para tomar ritalina, na Alemanha devem ser cerca de 700.000.

A comissão ética da Suíça na área de medicina humana, NEK, publicou uma nota bastante crítica em novembro de 2011 diante o uso da ritalina: o comportamento da criança é influenciado através da química, sem que seja necessário qualquer esforço próprio.

Isso é uma agressão à liberdade e personalidade da criança, pois compostos químicos causam certas mudanças comportamentais, crianças não aprendem sob a ação de drogas químicas, como poderiam mudar de hábito por si próprio. Com isso lhes é subtraída uma importante experiência de aprendizado para atuação com responsabilidade própria e respeito alheio, “a liberdade da criança é sensivelmente reduzida e limita-se o desenvolvimento de sua personalidade”, critica o NEK. Sobre as conseqüências para a saúde através da ingestão de psicofármacos, nada é declarado.


Peter Riedesser alerta: “Hiperatividade não é necessariamente um sinal de perturbação profunda, como uma depressão, que deve ser tratada com outra coisa diferente de ritalina”.

Informe-se mais a respeito em: http://bit.ly/Y5V3H3

8 de ago. de 2013

A FRAGILIDADE DAS UNIDADES DE INTERNAÇÃO PARA JOVENS NO BRASIL.



A fragilidade das unidades de internação para jovens infratores no Brasil estão cada vez piores. Em 16 estados foi comprovada a super lotação, o Rio Grande do Norte registrou a pior situação.

De Acordo com o Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP-  a situação de abandono das Unidades de Internação de Jovens Infratores em todo o País é alarmante. O principal problema é a superlotação.

De acordo com os dados levantados pelo CNMP em 88% das unidades de internação, 78 % delas no Sudeste apresentam boas condições de salubridade e 73% contam com oficinas de profissionalização.

Diferentemente do Nordeste, apenas 30% das unidades dispõem de oficinas ou qualquer outro meio que possibilite o jovem se profissionalizar.

Outro dado levantando pelo CNMP é que nas regiões Sul e Sudeste, 80% dos locais de internação separam os jovens por faixa etária, no Nordeste 56% dos locais não fazem a separação.

O Rio Grande do Norte disponibiliza apenas 70 vagas nas unidades de internação, e todas estão ocupadas. Ainda de acordo com Conselho Nacional do Ministério Público 29 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos ou casas – lares, dessas 29 mil, apenas mil fazem parte de um programa de acolhimento familiar.

7 de ago. de 2013

NA COPA, O BRASIL VAI OFERECER O QUE TEM DE MELHOR: SUAS CRIANÇAS



Créditos: Leonardo Sakamoto 
Um amigo me ligou para desabafar. Uma menina da idade de sua filha pequena, maquiada como gente grande, havia lhe oferecido um programa na noite anterior, em uma cidade qualquer do interior do país. Aquilo lhe embrulhou o estômago. Como, segundo ele, vejo essas desgraças todos os dias, queria saber como aguento.
E quem disse que aguento? Ganhar casca grossa de proteção diante de tragédia não significa ficar insensível a ela. Ver meninas, que deveriam estar estudando fórmula de báskara para a prova, alugar seus corpos para sobreviver ou para garantir o faz-me-rir de alguém dá um misto de raiva e sensação de impotência.
É muito triste ver uns tiquinhos de gente entrando em boleias de caminhões, na madrugada de estradas, por alguns trocados, como cansei de ver. Ou as “putas com idade de vaca velha”, ou seja, 12 anos, em bordeis da Amazônia.
Exploração sexual de crianças e adolescentes não é novidade no Brasil. E nem é vinculada apenas a uma classe social: há denúncias de políticos e empresários que alugam barcos e hotéis para consumir as crianças que compraram ou aqueles que fazem o serviço em seus luxuosos escritórios ou em casas alugadas coletivamente com amigos em bairros chiques. Isso sem contar os milhões de acessos a vídeos e fotos de pornografia infantil envolvendo crianças brasileiras que fazem sucesso em nobres computadores e tablets.
Muita gente fica indignada quando, em palestras e debates, digo que, para além da pedofilia (que é doença e pode ser tratada), há no país um exército anônimo – alimentado pelo nosso machismo – defendendo que se alguém tem “peito e bunda”,  já está maduro o suficiente para prestar serviços sexuais.
Neste ano, a Repórter Brasil lançou um relatório sobre a erradicação das piores formas de trabalho infantil no país (exploração sexual, trabalho rural, trabalho doméstico e trabalho infantil urbano informal e ilícito). Nele, avaliou-se que o país não deve conseguir cumprir sua meta de acabar com essas situações em três anos, como prometido.
De acordo com o relatório, nos últimos 20 anos, as ações de enfrentamento avançaram, com sensibilização da sociedade, multiplicação das políticas públicas e participação do setor empresarial. De 2004 a 2010, o número de programas federais para a área saltou de três para 13, o que refletiu no aumento das denúncias.
O fator cultural tem um peso importante no combate à exploração sexual. Além de medidas para dar conta da vulnerabilidade social das vítimas, também é preciso criar políticas que levem em consideração a cultura do já citado machismo, além de racismo, homofobia e outros preconceitos que dificultam a atenção às vítimas.
Entidades ligadas à rede de enfrentamento ao problema alertaram para a intensificação desse tipo de violação nas regiões onde estão sendo construídas as grandes obras de infraestrutura e para os megaeventos. Por exemplo, em fevereiro deste ano, a Polícia Civil de Altamira, no Pará, encontrou 14 mulheres e uma travestiem regime de escravidão e cárcere privado em um prostíbulo frequentado pelos trabalhadores dos canteiros de obras da hidrelétrica de Belo Monte. Entre elas, uma adolescente de 16 anos que conseguiu fugir e denunciou a situação.
Um dia um fazendeiro português com terras no Mato Grosso disse a Pedro Casaldáliga, símbolo da luta pelos direitos do campo no Brasil, para justificar a exploração: “Dom Pedro, o senhor é europeu, o senhor sabe. As calçadas de Roma foram feitas por escravos. O progresso tem seu preço”. E que preço salgado temos pagado pelo progresso de alguns. A fatura inclui a inocência de nossas crianças, perdida antes do tempo, no escuro do asfalto, de bordeis, de casas chiques acima de qualquer suspeita.
A hora é boa para discutir o tema. Avançamos, mas falta muito para coibir o turismo sexual de nacionais e estrangeiros.
Pois, além dos sorrisos, esse povo festeiro, lindo e mágico, que comemora cada gol com a mesma alegria com a qual recebe os visitantes deste país incrível que Deus escolheu para abençoar e acolhe com amor e carinho todos aqueles que desejam se juntar ao maior espetáculo da Terra, não vai poupar esforços para oferecer aos que vêm de fora o que temos de melhor.

Nossas crianças.

5 de ago. de 2013

PROGRAMA DE INVESTIMENTO EM PROGRAMAS SOCIAIS DO ITAÚ RECEBE PROPOSTAS ATÉ 15/08



Estão abertas as inscrições, paras as organizações da sociedade civil que atuam na área de educação, no edital de 2013 do Programa de Investimento em Programas Sociais - Fundo Itaú Excelência Social (PIPS FIES 2013).

O Edital utiliza recursos do Fundo Itaú Excelência Social, criado em 2004 e que destina 50% da sua taxa de administração a organizações não governamentais. O apoio será de 120 mil reais e neste ano estão disponíveis pouco mais de dois milhões de reais para financiar os projetos selecionados.

As organizações interessadas em receber o apoio do FIES devem preencher a ficha de inscrição disponível na página do Fundo na internet, podendo participar àquelas que tenham orçamento igual ou superior a 240 mil reais neste ano, segundo o edital.


 As inscrições ficam abertas apenas por um mês, até o dia 15 de agosto, e deve ser feita online. A página do FIES na internet, para acesso ao edital e ficha de inscrição, pode ser acessada aqui.

UNICEF SELECIONA CONSULTOR PARA PRODUÇÃO DE GUIA SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS.



O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) recebe, até 11 de agosto, candidaturas para consultoria de produção do “Guia sobre Políticas Públicas: Dicas para Melhorar a Vida de Crianças e Adolescentes nos Municípios do Semiárido – do Selo UNICEF Município Aprovado Edição 2013-2016”.

Exige-se formação na área de saúde, educação ou proteção; experiência de cinco anos em políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes; atuação nas últimas três edições do Selo UNICEF; trabalho intersetorial em políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes; trabalho com municípios do Semiárido; e excelente capacidade de redação. Para detalhes, clique aqui.


2 de ago. de 2013

ASSINE A PETIÇÃO PÚBLICA CONTRA PROJETOS DE LEI QUE VISAM REDUZIR A MAIORIDADE PENAL.




Nós, cidadãos e organizações sociais, manifestamos preocupação com as declarações de autoridades e com a campanha dos grandes meios de comunicação em defesa de projetos de lei que visam reduzir a maioridade penal ou prolongar o tempo de internação de crianças e adolescentes em medida socioeducativa.

A grande mídia tem feito uma campanha baseada na criação de um clima de medo e terror, para construir um apoio artificial das famílias brasileiras à liberação da prisão de seus filhos e netos como solução para a segurança pública. Autoridades aproveitam esse clima para, de forma oportunista, se colocarem como pais e mães dessas propostas.

Dados da ONU apontam que uma minoria de países definem o adulto como pessoa menor de 18 anos. De acordo com a Unicef, de 53 países, sem contar o Brasil, 42 adotam a maioridade penal aos 18 anos ou mais, o que corresponde às recomendações internacionais de existência de um sistema de justiça específico para julgar, processar e responsabilizar autores de delitos abaixo dos 18 anos. Ou seja, a legislação brasileira é avançada por ser especializada para essa faixa etária.

Não existe uma solução mágica para os problemas na área de segurança pública que nosso País vivencia. A redução da maioridade penal ou o prolongamento do tempo de internação não passam de uma cortina de fumaça para encobrir os reais problemas da nossa sociedade.

A universalização da educação de qualidade em todos os níveis e o combate à violenta desigualdade social, somados a programas estruturantes de cidadania, devem ser utilizados como instrumentos principais de ação em um País que se quer mais seguro e justo.

Os dados do sistema carcerário nacional – em que 70% dos presos reincidem na prática de crimes - demonstram que essas mesmas “soluções mágicas” só fizeram aumentar os problemas. O encarceramento das mulheres cresce assustadoramente e, com relação às crianças e adolescentes, o que se vê são os mesmos problemas dos estabelecimentos direcionados aos adultos: superlotação, práticas de tortura e violações da dignidade da pessoa humana.

Reduzir a maioridade penal é inconstitucional e representa um decreto de falência do Estado brasileiro, por deixar claro à sociedade que a Constituição é letra-morta e que as instituições não têm capacidade de realizar os direitos civis e sociais previstos na legislação.

Às crianças, adolescentes e jovens brasileiros, defendemos o cuidado, pois são eles que construirão a Nação brasileira das próximas décadas. Cuidar significa investimento em educação, políticas sociais estruturantes e, sobretudo, respeito à dignidade humana.


Por isso, somos contrários a redução da maioridade penal e defendemos, para resolver os problemas com a segurança pública, que o Estado brasileiro faça valer o que está na Constituição, especialmente os artigos relacionados aos direitos sociais. 

Acesse o Link e Assine a Petição: http://migre.me/fEuVY

1 de ago. de 2013

ATO PUBLICO – “NÃO À REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E AUMENTO DO TEMPO DE INTERNAÇÃO”.




O Fórum Nacional DCA parceiro KNHBRasil, convida a todos e todas para mobilização nacional dia 14 de agosto próximo, com o tema “Vamos fazer valer os direitos da criança e do adolescente – Não à redução da maioridade penal e aumento do tempo de internação”. Nesse dia em Brasília, à tarde, acontecera ato público na Câmara Federal, com essa temática, organizado pelo CONANDA e CONJUVE, com apoio do Fórum Nacional DCA.

O Fórum Nacional DCA entende que sua Rede deve se articular, e mobilizar os parlamentares e sociedade civil nas bases de seus estados. É muito importante chamar a atenção para esta questão, uma vez que tramitam no Congresso Nacional 19 Projetos de Lei (PL) sobre essa matéria. É muito preocupante o cenário atual e ainda, que os parlamentares, em sua maioria são favoráveis a redução da maioridade e ao aumento dos anos de internação.

E é possível que estes Projetos de Lei sejam tramitados em agosto, bem como há possibilidade de uma convocação de plebiscito. E considerando que as forças reacionárias, endossadas pela mídia nacional, responsabilizam os(as) adolescentes como responsáveis pelo aumento da violência no Brasil, em especial quando associam  adolescentes a homicídios, ficando muito complicado se chegarmos à um plebiscito. Em especial quando a sociedade de um modo geral tem sido influenciada para concordar com a redução da idade penal.

Nesse sentido, fazemos um apelo aos Fóruns DCAs Estaduais e Entidades Filiadas, que façam atos públicos, audiências, passeatas, divulgação de dados pertinentes às violações de direitos de crianças e adolescentes e ampliem o debate, pautando a mídia local, bem como ocupar espaços estratégicos de divulgação e mobilização, como escolas, igrejas, centros comunitários, comunidades de bairros, etc. É fundamental envolver os Conselhos de Direitos, tanto o estadual quanto o municipal nesta ação.   


Reforçamos que é muito importante que no dia 14 de agosto todos os estados realizem atos públicos, que a mobilização seja de caráter nacional, chamando atenção e dando visibilidade ao tema na grande mídia. Isso demonstrará a força do movimento da infância e adolescência, influindo para a sensibilização da população para a necessidade de cumprirmos um preceito constitucional (Art. 227 CF): “É dever da família, da sociedade e do estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los ao salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. É importante ressaltar que o estado não pode ferir um direito constitucional garantido, devido a sua incapacidade de cumpri-lo.

Contamos com a participação de todos e todas, nessa luta.