14 de ago. de 2013

PESQUISA REVELA OTIMISMO E DESEJO DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL DA JUVENTUDE




Créditos: juliana Sada, do Promenino com Cidade Escola Aprendiz 

Eles são mais de um quarto da população brasileira. Em sua maioria, católicos, solteiros, pardos ou negros e chegaram até o ensino médio. São, sobretudo, otimistas quanto ao seu futuro. Esse é o retrato do jovem brasileiro, trazido pela pesquisa Agenda Juventude Brasil divulgada no dia oito de Agosto. Contrariando estereótipos, os jovens também se mostram interessados em política e participação social.
Realizado pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) da Secretaria Geral da Presidência da República, o levantamento busca traçar um panorama dos brasileiros entre 15 e 29 anos para embasar e avaliar as políticas públicas para a juventude. “Conhecer os jovens brasileiros é fundamental tanto para avaliar as respostas que governo e sociedade estão dando à juventude, como para desenvolver novas políticas que realmente dialoguem com suas demandas”, explica, em entrevista ao Promenino, a coordenadora de Políticas Setoriais da SNJ, Helena Abramo, que foi responsável pela elaboração e supervisão da pesquisa.
Realizada entre os meses de abril e maio deste ano, contou com mais de três mil jovens entrevistados. Apesar das preocupações com segurança e profissão, a juventude se mostra otimista quanto ao seu futuro. A grande maioria (94%) acredita que sua vida vai melhorar nos próximos cinco anos. A expectativa continua alta em relação ao próprio bairro e o Brasil – 53% e 44% creem que haverá melhorias, respectivamente.
 “Os motivos [do otimismo] são principalmente os que dizem respeito a dois processos fundamentais de inserção para o jovem: trabalho e educação”, explica Helena. “A maioria dos jovens (52%) acha que a sua vida vai melhorar porque vão arrumar emprego, melhorar de emprego ou desenvolver sua carreira profissional; quase metade (46%) porque vai terminar os estudos, se formar, alcançar um nível mais alto de escolaridade”, complementa.

Política e engajamento
O primeiro fascículo da Agenda Juventude Brasil foca na questão da participação social dos jovens e revela o interesse pela política e desejo de engajamento. Mais da metade dos entrevistados disseram considerar a política importante e 91% acredita que os jovens podem mudar o mundo.
Realizada antes das manifestações de junho que ocorreram por todo o país, a pesquisa mostra que já havia interesse dos jovens em se mobilizar. Do total, 26% dos entrevistados afirmaram que a atuação em coletivos ou organizações é um dos caminhos para melhorar o Brasil. Em segundo lugar, com 20%, foram apontadas as manifestações e ações diretas.
Há o desejo de atuar, mas apenas 20% afirma estar engajado em alguma organização. A maior parcela (39%) relata jamais ter tido atuação política, mas gostaria de se envolver com algum grupo. Apenas 15% diz que nunca participou e nem gostaria. Para a coordenadora da SNJ, “a vida associativa dos jovens na atual conjuntura é muito diversificada e envolve muita experimentação. Assim, é interessante reparar que ainda que haja uma parcela pequena de jovens atualmente participando de cada uma das iniciativas perguntadas, há outra em proporção semelhante que já participou, além de parcelas geralmente maiores que desejam vir a participar”.
Ao mesmo tempo em que há um desejo de engajamento, há uma negação de algumas formas de participação. Por exemplo, 88% dos entrevistados afirmaram que não participariam de um partido político e 81% dizem que não entrariam em movimentos e associações que lutam por algum causa. “Há que refletir, pois há mais desejo que participação efetiva. É preciso ver até que ponto os jovens podem se ver contemplados nas organizações existentes, seja pelos seus modos de atuação, seja pelas agendas que carregam”, analisa Helena.

Conclusões e próximos fascículos
Nas considerações finais da pesquisa, afirma-se que há “indicativos do potencial da juventude de contribuir para a transformação do país e para a oxigenação da vida democrática”. Helena destaca que “apesar de formulações correntes que apontam que os jovens de hoje são muito consumistas, as referências ao aumento da capacidade de consumo como indicação de melhoria de vida é residual para os jovens pesquisados”.
A pesquisa Agenda Juventude Brasil terá ainda outras edições com foco em diferentes temas, como educação, saúde, cultura e sexualidade. Ainda não há data para estes lançamentos. 





13 de ago. de 2013

PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIA SEXUAL NA INFÂNCIA




O Centro de Orientação em Educação e Saúde – CORES - atua na prevenção primária da violência sexual infanto-juvenil por meio da Educação sexual. Com bastante criatividade, criou o Pipo e Fifi, ferramenta de proteção, destinado a crianças a partir de 4 anos.

O objetivo é apresentar as crianças conceitos básicos sobre o corpo, sentimentos, convivência e trocas afetivas. De maneira simples e descomplicada, ensina diferenciar toques de amor de toques abusivos, aponta caminhos para o diálogo, proteção e principalmente, a ajuda.


Faça o download gratuito de Pipo e Fifi aqui. 

CASA DO MENOR SÃO MIGUEL ARCANJO É DESTAQUE NA IMPRENSA ITALIANA.



Durante a visita do Papa Francisco ao Brasil, a Casa do Menor São Miguel Arcanjo, Projeto Parceiro KNHBrasil, situado no Bairro de Miguel Couto em Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense, foi destaque na imprensa italiana.

A Tg2 destacou a importância do trabalho desenvolvido pela Casa do Menor na Baixada Fluminense, com adolescentes e jovens, salvos da estrada das drogas da violência, e de situações de risco pessoal, que tem a oportunidade de aprender um oficio por meio de uma série de cursos profissionalizantes. 

A Casa do Menor valoriza o individuo na busca pela reintegração social e familiar favorecendo o protagonismo dos adolescentes e jovens atendidos pelo projeto. 









12 de ago. de 2013

CURSO QUE ABORDA O COMBATE AO TRABALHO INFANTIL ABRE INSCRIÇÕES PARA EDUCADORES.



As inscrições para mais uma edição do curso Escola no Combate ao Trabalho Infantil (ECTI), estão abertas. O curso é voltado a educadores da rede pública de ensino fundamental. O curso é gratuito e tem duração de três meses, com carga horária de 60 horas, e será realizado online

O objetivo do curso é que os participantes ganhem formação para que possam mudar o modo como veem a questão do trabalho infantil e a percepção sobre qual é o papel deles enquanto educadores frente à questão.

A última edição do curso, realizada no primeiro semestre, contou com mais de dois mil educadores de todo o país. Para a professora Maria da Penha Dantas Reis Alves, de Vitória (ES), que fez a formação no primeiro semestre, o “curso é uma ferramenta muito importante para nós educadores, pois nos orienta e nos respalda a falarmos tanto do ECA, como dos prejuízos que o trabalho infantil causa na infância”.

Uma das atividades propostas era debater os temas do trabalho infantil e direitos das crianças e adolescentes junto aos alunos na escola. A professora Roseny Luiza Moro, de São Félix do Araguaia (MT), relata que ficou em dúvida se seus alunos, que têm entre 5 e 6 anos, absorveriam o debate, mas ficou surpresa com o resultado. “As crianças, mesmo em uma idade tão tenra, já sabem o que é melhor para elas e o que trará contentamento e satisfação quando forem pessoas adultas e, mesmo que não saibam pontuar verbalmente os males que o trabalho infantil provoca, elas apontam de uma maneira bastante poética qual a consequência que uma pessoa levará para a vida toda”, descreve Roseny.

O curso do ECTI busca contribuir com a implementação da lei 11.525/07, que determinou que os currículos do ensino fundamental incluam conteúdos sobre os direitos da criança e do adolescente. A formação também reforça o enfrentamento ao trabalho infantil, por meio da sensibilização e capacitação dos educadores.

Entre os conteúdos que serão tratados durante a formação, estão o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a questão do trabalho infantil, o protagonismo infanto-juvenil e o Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Durante o curso, será disponibilizado vídeo aulas com especialistas das diferentes temáticas. Há também atividades em chats e participação nos fóruns de debate.

As inscrições têm início em 22 de agosto e término em 25 de novembro, o curso é composto por seis módulos. Para receber o certificado emitido pela Faculdade FIA de Administração e Negócios é necessário concluir todas as etapas. Para se inscrever no curso, basta preencher o formulário nesta página de cadastro.


O curso está aberto a inscrições do Brasil inteiro, e tem uma reserva de vagas para interessados das regiões Norte e Nordeste. 

CNMP - DIVULGA RELATÓRIOS QUE MOSTRAM A FRAGILIDADE NAS UNIDADES DE INTERNAÇÃO PARA ADOLESCENTES E DIVULGA DADOS SOBRE UNIDADES DE ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL.




A matéria: A Fragilidade das Unidades de Internação para Jovens no Brasil, publicada no blog da KNHBrasil, com dados do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP, é resultado de um profundo estudo e mapeamento das unidades de internação no Brasil.

Os dados coletados por promotores de Justiça em todo país, resultou em dois relatórios “Um Olhar Mais Atento às Unidades de Internação e de Semiliberdade para Adolescentes” e “Um olhar mais Atento aos serviços de acolhimento de Crianças e Adolescentes no País", ambos lançados no dia 8 de agosto, pela comissão de infância e Juventude do Conselho Nacional do Ministério Público.

Trata-se de dois relatórios de valor inestimável a sociedade, devido à confiabilidade das informações colhidas in loco, por meio deles poderemos pensar ações e estratégias que possam ser desenvolvidas no âmbito do Ministério Público e demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos em favor dos adolescentes e jovens em conflito com a lei e de crianças e adolescentes acolhidos nos abrigos.

Das 443 unidades de internação para jovens infratores, foram visitadas 392 unidades, sendo 287 de internação e 105 de semiliberdade. O relatório traça um olhar radiográfico da situação nos locais pesquisados.

Foram inspecionadas em março de 2012 e março de 2013, 2.370 entidades, de acolhimento Institucional – Casas Lares 86,1% das existentes no Brasil, onde atendem mais de 30 mil crianças e adolescentes afastados do convívio familiar.

Os relatórios ainda traçam um perfil e panorama da situação das crianças e dos adolescentes nos abrigos, casas-lares e serviços de famílias acolhedoras e nas Unidades de Internação para Adolescentes e Jovens Infratores.

Trata-se de um material, de profunda importância no cenário dos direitos da Criança e do Adolescente, onde é possível obter dados concretos da realidade atual e pensarmos em soluções palpáveis para a atual situação em tempo hábil.  

Faço o download dos Relatórios nos links abaixo:




9 de ago. de 2013

RITALINA: O MONSTRO DA INFÂNCIA



Soa como uma horrível história de um filme de terror: um psiquiatra norte-americano, internacionalmente famoso, testa em seus pacientes, nos anos 60, diferentes remédios psicotrópicos com a intenção de acalmar as crianças. Quando encontra a pílula adequada com a qual consegue acalmá-las, ele levanta em nome da Organização Mundial da Saúde a agitação das crianças como uma nova doença. Uma nova fonte de renda da rede mundial da indústria médica e farmacêutica. Milhões de jovens em todo o mundo tomam a ritalina há décadas, porque eles teriam a suposta TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.

O Citado neurologista norte-americano leva o nome de Leon Eisenberg. Todavia a verdade sempre vem à tona, mesmo se às vezes demore um pouco mais. Pouco antes de sua morte em 2009, o médico de 89 anos revelou o embuste: nunca ele havia imaginando que sua descoberta tornar-se-ia tão popular, declarou ele em um artigo. “TDAH é um exemplo marcante para uma doença fabricada!”

Uma doença fabricada. Isso também fora recentemente comprovado. Diante do dramático aumento dos casos de diagnósticos de TDAH – um aumento de cerca de 400 vezes entre 1989 e 2001- os pesquisadores são agora unânimes: TDAH é estampada – precipitadamente como espada de Dâmocles para a vivacidade das crianças. Os meninos caem com mais frequência na armadilha. Tudo deve estar em ordem para o cartel farmacêutico. Entrementes, esta “doença fabricada” manifestou-se mundialmente com transtorno psíquico. Uma injustiça, como cada vez mais vem à luz do dia: aquilo, que é conhecido como TDAH ou TODA – síndrome do déficit de atenção – e supostamente  condicionada à herança genética, baseia-se de fato, frequentemente em diversos motivos e tem pouco a ver com um verdadeiro quadro de doença psíquica, como explicou há alguns anos o antigo chefe da psiquiatria para crianças e jovens da Uniklinik Eppendorf, o falecido Prof. Dr. Peter Riedesser: Frequetemente problemas familiares têm um papel importante, que devem ser investigados, além disso, a maioria dos atingidos são garotos, o que também está relacionado com o fato destes não raramente terem um temperamento mais desenfreado do que as garotas. Mas em relação às meninas, maioria das afirmações tendem para o códex comportamental, assim  como para as instituições de acolhimento dos jovens, como também escolas. Basta os garotos brincarem como selvagens para que eles mereçam rapidamente a atenção. Na realidade, a TDAH é um problema dos incompreendidos jovens da atualidade. Um exemplo:

Quando eu vi há alguns anos a mãe de um garoto vizinho chorando, eu perguntei a ela o que estava acontecendo. Ela respondeu que a instrutora do jardim de infância havia lhe participado que seu filho tinha a TDAH, e que a criança teria que tomar a Ritalina. Afinal, o garoto era hiperativo. Eu fiquei pasma, pois, a meu ver, isso era inimaginável, o menino não tinha um comportamento alterado, nem era hiperativo, mas sim deixava uma impressão saudável de grande vivacidade. Como a instrutora do jardim de infância sabia exatamente qual era o problema, eu perguntei à mulher, pois ela não era nem psicóloga nem médica. A minha vizinha respondeu que a instrutora havia participado em um curso noturno exatamente sobre este tema.

Felizmente consegui telefonar imediatamente para o Prof. Riedesser e reportei-lhe o caso. O Médico chamou o garoto e o examinou minuciosamente. Diagnóstico: a criança era completamente normal. O que eu não sabia até então: a indústria farmacêutica formava há muito tempo educadores e professores de jardim de infância e escolas, a fim de que eles tivessem uma “visão exata” sobre crianças com grande vivacidade, e cujos pais seriam informados sobre o perigoso diagnóstico e fosse informados a respeito do adequado medicamento.

A Ritalina não é um comprimido qualquer, mas sim algo “barra pesada”, ela contém metilfenidado e atua nos neurotransmissores cerebrais, exatamente onde a concentração e os movimentos são controlados. E o que ainda é fatal: o efeito do metilfenidado nas pessoas está longe de ser completamente pesquisado. Nada se sabe sobre suas consequências nas próximas gerações; perigosas doenças como Parkinson devem estar relacionadas, por exemplo, com o uso da ritalina. Os efeitos colaterais do pequeno comprimido branco vão desde a falta de apetite e insônia, desde estados de medo, tensão e pânico até crescimento reduzido. Além disso: ritalina é um psicofármaco e faz parte do grupo dos anestésicos, assim como a cocaína e a morfina. Todavia, como já dito, é receitado a crianças pequenas, frequentemente por vários anos. Porém, a “doença” não é curada através da ritalina: assim que a aplicação do medicamento é suspensa, os sintomas reaparecem imediatamente. 

A ritalina é uma pílula contra uma doença inventada. Lê-se no Deutscher Apotheker Zeitung, publicação essa dirigida às farmácias. E o inventor da TDAH, o várias vezes condecorado neurologista norte-americano Eisenberg, declarou consternado no fim da vida: “A pré-disposição genética para TDAH é completamente superestimada”. Ao contrário disso, os psiquiatras infantis deveriam pesquisar com muito mais carinho os motivos psicossociais, que podem levar a desvios de comportamento, declarou Eisenberg ao jornalista científico e autor de livros, Jörg Blech, conhecido pela sua ampla crítica à industria farmacêutica em seu livro Die Krankheitserfinder – Os inventores de doença – NT.

Arrependido, Eisenberg afirmou antes de morrer onde poderiam ser encontradas as causas, e elas deveriam ser examinadas com maior afinco ao invés de se lançar mão logo de imediato do remédio: há disputas entre os pais; mãe e pai moram juntos, existem problemas na família? Estas perguntas são importantes, mas elas tomam muito tempo, citando Eisenberg, o qual, suspirando, acrescentaria: “Um remédio é indicado rapidamente.”

“Nossos sistemas estão se tornando desagradáveis aos jovens”, afirma também o professor para pesquisa de abastecimento farmacêutico da Universidade de Bremen, GerdGlaeske. Jovens querem viver com mais riscos e experimentar. Mas lhes falta o necessário espaço livre. Jovens tentam ultrapassar os limites, isso chama a atenção em nosso sistema. “ Quando alguém diz que os jovens atrapalham, também devemos conversar sobre aqueles que se sentem incomodados”, declarou o professor.

O diagnóstico TDAH tende aumentar mundo a fora, apenas o Laboratório Novartis faturará 464 milhões de dólares com o comprimido, que torna o jovem “liso, sociável e quieto”. Para se ter um comparativo, há 20 anos, 34 quilos de metilfenidado foram pescritos pelos médicos, hoje estima-se 1,8 toneladas. Em todo mundo, cerca de dez milhões de crianças devem receber a prescrição para tomar ritalina, na Alemanha devem ser cerca de 700.000.

A comissão ética da Suíça na área de medicina humana, NEK, publicou uma nota bastante crítica em novembro de 2011 diante o uso da ritalina: o comportamento da criança é influenciado através da química, sem que seja necessário qualquer esforço próprio.

Isso é uma agressão à liberdade e personalidade da criança, pois compostos químicos causam certas mudanças comportamentais, crianças não aprendem sob a ação de drogas químicas, como poderiam mudar de hábito por si próprio. Com isso lhes é subtraída uma importante experiência de aprendizado para atuação com responsabilidade própria e respeito alheio, “a liberdade da criança é sensivelmente reduzida e limita-se o desenvolvimento de sua personalidade”, critica o NEK. Sobre as conseqüências para a saúde através da ingestão de psicofármacos, nada é declarado.


Peter Riedesser alerta: “Hiperatividade não é necessariamente um sinal de perturbação profunda, como uma depressão, que deve ser tratada com outra coisa diferente de ritalina”.

Informe-se mais a respeito em: http://bit.ly/Y5V3H3

8 de ago. de 2013

A FRAGILIDADE DAS UNIDADES DE INTERNAÇÃO PARA JOVENS NO BRASIL.



A fragilidade das unidades de internação para jovens infratores no Brasil estão cada vez piores. Em 16 estados foi comprovada a super lotação, o Rio Grande do Norte registrou a pior situação.

De Acordo com o Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP-  a situação de abandono das Unidades de Internação de Jovens Infratores em todo o País é alarmante. O principal problema é a superlotação.

De acordo com os dados levantados pelo CNMP em 88% das unidades de internação, 78 % delas no Sudeste apresentam boas condições de salubridade e 73% contam com oficinas de profissionalização.

Diferentemente do Nordeste, apenas 30% das unidades dispõem de oficinas ou qualquer outro meio que possibilite o jovem se profissionalizar.

Outro dado levantando pelo CNMP é que nas regiões Sul e Sudeste, 80% dos locais de internação separam os jovens por faixa etária, no Nordeste 56% dos locais não fazem a separação.

O Rio Grande do Norte disponibiliza apenas 70 vagas nas unidades de internação, e todas estão ocupadas. Ainda de acordo com Conselho Nacional do Ministério Público 29 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos ou casas – lares, dessas 29 mil, apenas mil fazem parte de um programa de acolhimento familiar.