31 de jan. de 2013

POR UMA INFÂNCIA SEM RACISMO


Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, a representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Marie-Pierre Poirier, fala sobre o racismo na infância.

De acordo com ela, as desigualdades de renda diminuíram, resultado de políticas salariais e de transferência de renda aliadas à forte política de proteção social e expansão industrial. Mesmo assim, estatísticas oficiais mostram uma situação de desvantagem e exclusão que tem reflexos muito concretos na vida de crianças e adolescentes.

Ao vivenciar esse cotidiano, a criança tem a percepção de que negros, brancos e indígenas ocupam lugares diferentes na sociedade. Por isto, a campanha lançada pelo Unicef visa alertar a sociedade sobre o impacto do racismo na infância e na adolescência e estimular iniciativas de redução das desigualdades.

Assista ao vídeo da campanha aqui. 

30 de jan. de 2013

UM ATÉ LOGO COM SAUDADES DO ASSESSOR DE PROJETOS GUSTAVO MAGALHÃES.


Prezados Parceiros e Colegas da KNH,

Espero que todos estejam bem e animados para mais este ano que se inicia.

Como já é sabido por praticamente todos vocês, no ano passado conquistei o cargo de Analista de Políticas Públicas na Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, por meio de concurso público. Diante a este resultado tenho estado na expectativa de minha nomeação desde julho passado.     

Como alguns sabem, passei por problemas familiares graves e vim a perder meu pai no final do ano. Então tomei a decisão em dezembro/12, que era à hora mais apropriada e coerente para me desligar de minhas funções junto a KNH. Decisão esta tomada para que pudesse me dedicar a minha família e não prejudicar o trabalho junto a KNH. Trabalho este que sempre levei muito a sério, com respeito, honestidade e fidelidade a meus princípios, e aos da organização que até então representei e principalmente a vocês parceiros e minha magnífica equipe de trabalho da KNH Brasil – Regional SECO.

Agradeço estes sete anos que juntos buscamos por condições de vida mais dignas para todas as crianças e adolescentes pelos quais lutamos, protegemos e defendemos, durante todos estes anos. Tenham a certeza que levo na bagagem da vida um pouquinho de cada um de vocês e a certeza de que fizemos a diferença na vida de muitas crianças, famílias e comunidades.

Gostaria de abraçar cada um de vocês pessoalmente e dizer o quanto fui feliz em nossa convivência. Vou agora para novos desafios com a certeza das amizades conquistadas e que as levarei para sempre em minha vida. A distância pode dificultar que nos encontremos fisicamente, mas estarei em pensamento e com a esperança de em breve revê-los.

Atenciosamente
Gustavo Adolfo Magalhães

VISITA DO COORDENADOR DO PROJETO RAÍZES LOCAIS, A SEDE DA KINDERNOTHILFE.



Luciano Ramos, coordenador do projeto parceiro da KNH Brasil SECO, Raízes Locais, que acontece na comunidade de Mangueirinhas no município de Duque de Caxias Rio de Janeiro, visitou a sede da KNH na cidade de Duisburg, Alemanha nessa segunda feira.   

Luciano Ramos ao Centro Com Equipe América Latina Caribe 
Durante a reunião com a equipe responsável pela América Latina e o Caribe Luciano falou da atual situação das favelas do Rio de Janeiro e apontou  que tão próximo de um grande evento como a  copa do mundo  os jovens das comunidades cariocas estão enfrentando  questões que envolve a violência extrema

Luciano reforçou para a Equipe da KinderNotHilfe as diretrizes do projeto, que se baseia no desenvolvimento comunitário que prioriza crianças e Adolescentes e reforça o papel da família na construção de uma comunidade unida contra a violência social e contra o conflito armado. “Esta é apenas um de nossos objetivos” Reforça Luciano

“Quando crianças, adolescentes e adultos aprendem juntos, é possível a partir desses ensinamentos se articularem para entre si, resolverem conflitos sem a intervenção da violência, e, assim, fortalecer a auto-confiança e auto-estima de todos”. Finaliza Luciano. O Projeto Raízes Locais trabalha diretamente com 205 crianças e adolescentes. 

OS DESAFIOS DA FISCALIZAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL



Créditos: João Roberto Ripper.

 Governo planeja ações com base em dados e tenta aprimorar combate à exploração incentivando envolvimento da sociedade civil em fóruns e conselhos 
Denise Galvani, da Repórter Brasil 
Fiscalizar o emprego irregular de crianças e jovens é responsabilidade do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). Em 2007, os fiscais do trabalho encontravam, em média, seis crianças a cada incursão em firmas ou logradouros públicos. Agora, a média é de 0,8 – ou seja, em parte das ações de controle, não se encontra irregularidade.
“É natural que nosso trabalho vá ficando mais difícil à medida em que chegamos mais perto da erradicação”, diz Luiz Henrique Ramos Lopes, coordenador do combate ao Trabalho Infantil do MTE. “Nós precisamos mudar a maneira de fiscalizar, fazer um trabalho de inteligência, estudar os dados do IBGE e planejar as ações”.
Em suma: hoje há menos trabalho infantil que há dez ou vinte anos, mas ele ainda existe e está mais difícil de ser combatido. Em resposta a isso, o número de ações fiscais exclusivamente para buscar focos de crianças trabalho aumentou: entre 2007 e 2011, a média era de 2.700 ações fiscais por ano, em todo o Brasil; em 2012, apenas de janeiro a outubro, foram 6.499 ações, que afastaram do trabalho um total de 5.263 crianças.
Meninas Marisqueiras Créditos: João Roberto Ripper.

Os desafios variam muito de região para região. “No Sul há muito trabalho de crianças na agricultura familiar, então é preciso reforçar a conscientização, o aspecto cultural. No Nordeste ainda se encontra bastante o trabalho infantil associado à pobreza da família, então é preciso encaminhar para os programas de transferência de renda”, explica Luiz.
A articulação eficiente com diferentes órgãos de assistência social é considerada prioridade para dar mais efetividade ao trabalho de fiscalização. Está em fase final, segundo Luiz, um sistema eletrônico de notificação de agravos que vai permitir a profissionais das áreas da saúde, educação ou Direitos Humanos comunicar a ocorrência de casos de Trabalho Infantil. “Também orientamos os nossos coordenadores a participar ativamente dos fóruns estaduais, para ajudar a fortalecer a rede de proteção local. Alguns, como o de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, são muito articulados, e o trabalho realmente avança”, diz Luiz. Mas, de maneira geral, a articulação depende muito de órgãos de governos e prefeituras, e não se vê o mesmo grau de comprometimento em todas as cidades.

Prioridades

O planejamento das ações fiscais é descentralizado, para atender às particularidades regionais, mas algumas diretrizes partem do Ministério do Trabalho, em Brasília, para orientar o combate ao trabalho infantil.
Nos últimos dois anos, o principal esforço tem sido para erradicar as chamadas piores formas de trabalho infantil, definida por um decreto de 2008, que regulamentou a Convenção 182 da Organização Internacional do Trabalho, sobre trabalho infantil, do qual o Brasil é parte. “Este ano, foram mais de 1.000 ações em lava-jatos, principalmente em junho, onde se sabe que a mão de obra infantil e juvenil é muito empregada”, diz Lopes. Em 2013, os fiscais devem voltar aos estabelecimentos fiscalizados, para controlar a reincidência do problema.
Em 2012, também receberam atenção de vários estados irregularidades do trabalho de crianças e jovens em clubes de futebol, casos pontuais de trabalho artístico e o trabalho infantil urbano, na maior parte das vezes, no comércio de rua.
Trabalho Infantil Urbano: MPT/Divulgação.

“Nós priorizamos também o setor formal, que é onde há relação de emprego, porque essa é a competência natural do Ministério do Trabalho”, diz Luiz. Assim, em 2012, uma das frentes de trabalho buscou fiscalizar as condições de trabalho em empresas que declaravam empregar funcionários com menos de 18 anos na Relação Anual de Informações Sociais.
Luiz destaca também a regularização dos trabalhos de adolescentes maiores de 14 anos, que é permitido pela lei, em condições de aprendizagem (menores de 16 anos) ou protegidas (16 e 17 anos). “A fiscalização tem feito um trabalho excelente no setor de aprendizagem, ao orientar as empresas a adequar as funções e estabelecer parcerias com instituições de ensino. Este ano já foi regularizado o trabalho de 120 mil aprendizes, mais que o dobro de todo o ano passado”, destaca.

29 de jan. de 2013

FÓRUM DE JOVENS PROTAGONIZA ENFRENTAMENTO À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO RIO DE JANEIRO COM APOIO DA KNH BRASIL SECO.



Com muitas ideias na cabeça e com um enorme desejo de mudar o mundo, adolescentes e jovens do grupo denominado "Juventude Carioca em Ação- JCA" estão de malas prontas e caindo nas estradas do Estado do Rio de Janeiro, para, de forma inédita, iniciar um trabalho social e político em torno de uma temática de altíssima complexidade: O Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. 
O grupo é integrado por meninos e meninas que nos últimos anos promoveram encontros para debater a situação dos direitos das crianças e dos adolescentes e jovens no estado do Rio de Janeiro, a partir do Fórum Estadual de Entidades Não Governamentais de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes, o FORUM DCA, reconhecido pela Lei estadual nº 1670 de 1990.
Os debates, reuniões e encontros aconteceram predominantemente aos sábados e domingos, garantindo assim que a escola e outros compromissos sociais fossem preservados por esta inédita militância.Aliás, estudar é condição básica para participar do Jovens Cariocas em Ação! Acompanhados por educadores do FORUM DCA na supervisão e auxilio, estes tem o direito apenas de ouvir e, quando convidados, somente quando convidados, opinar. Daí resultou o nome do projeto.
Os encontros variam de lugar, de acordo com as parcerias institucionais encontradas no âmbito do FORUM DCA RJ, como da Fundação Xuxa Meneghel e da Organização de Direitos Humanos- Projeto Legal, que nos últimos anos disponibilizam seus espaços físicos e o lanche!
Destes encontros, ideias vão se transformando em projetos e dai surgiu à vontade imensa de sair pelas regiões do estado do Rio de Janeiro, como viajantes da cidadania, para promover debates com a juventude sobre um tema difícil, mas entendido por eles como essencial: o enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes.

A partir disso, com o apoio necessário, formataram um projeto que foi aprovado pela KNH Brasil Regional Sudeste Centro Oeste  que apoiará as atividades do Juventude Carioca em Ação no ano de 2013.
Com a ousadia que lhe é peculiar, o JCA enviou ofício à Secretaria de Direitos Humanos indagando sobre a campanha nacional de enfrentamento à exploração sexual de crianças no carnaval, que tradicionalmente é lançada no Rio de Janeiro para fazerem o lançamento oficial do projeto neste evento. Até o presente momento seguem aguardando a resposta da Ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário.
Nas últimas semanas o grupo se debruçou sobre uma importante tarefa: contribuir para a revisão do Plano Nacional de Enfrentamento a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes que está sendo promovido pelo CONANDA, Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e Adolescentes, órgão vinculado a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
Reunidos no último dia 09 de janeiro de 2013, na assembléia do FORUM DCA, no meio dos representantes de entidades filiadas, deixaram suas propostas tendo sempre como marca registrada, o protagonismo juvenil nas ações de prevenção e controle social das políticas de proteção das crianças e adolescentes vítimas de violência sexual no Brasil.

Para participar do JCA, basta trazer o desejo de mudar o mundo e participar dos espaços das reuniões, cujas datas e locais podem ser acessados através do site do FORUM DCA ou mesmo pelo telefone 21- 25076464 falar com Monica Alkmim. 

Em tempos de programas e políticas públicas para crianças e adolescentes cada vez mais "adultocentricas", esta iniciativa é um alento, um sopro de esperança para um universo da verdadeira proteção integral que, historicamente é pautado pela relação verticalizada de que, de pé os adultos sabem o que é melhor para as crianças e adolescentes, necessariamente sentados e comportados.


23 de jan. de 2013

EDITAL DE SELEÇÃO FUNDO DE APOIO A PROJETOS QUE ATUM COM PORTADORES DA AIDS




A organização ViiV Healthcare publicou edital do seu fundo que apoia projetos de organizações que atuam com pessoas portadoras do vírus da AIDS e que disponibiliza de 75 mil a 400 mil libras para projetos de até três anos (220 mil a 1 milhão e 200 mil reais, aproximadamente).
O foco da entidade é financiar projetos de 15 países, para onde será destinado 80% dos recursos disponíveis. O Brasil não faz parte da lista dos 15 países, mas organizações nacionais podem ainda assim enviar propostas, que elas serão avaliadas.
Nessa oportunidade, não é necessário enviar um projeto completo na primeira fase, e sim o que se chama "documento de síntese" (concept note). Documento devem ser enviados, em inglês ou francês, até o dia 12 de março, e mais informações podem ser obtidas clicando em: http://www.viivhealthcare.com/community/positive-action-for-children-fund/grant-criteria-and-application.aspx

PRIORIDADE ESQUECIDA




Assessora política do Inesc parceiro KNH Brasil aborda, em artigo publicado pelo Correio Braziliense, a questão da redução da idade penal que tornou a ter destaque por causa da crise na segurança pública, acentuada no final do ano passado.

Cleomar Manhas, doutora em educação e assessora política do Inesc 
(artigo publicado pelo Correio Braziliense e Estado de Minas)
Em 2013 queremos que os adolescentes estejam visibilizados e contemplados nas políticas públicas e não criminalizados como estão hoje, com tantas propostas de retirada de direitos, direcionadas a esta parcela da sociedade, que, de acordo com a Constituição Federal, tem prioridade absoluta com relação à ação do Estado. Vejamos o que diz o artigo  227: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.
Ao chegarmos a mais um final de ano é comum renovarmos nossas esperanças e planos para o ano vindouro. Isso em âmbito pessoal, no entanto, quando atuamos para que as políticas públicas se desenvolvam tendo como parâmetro a realização de direitos humanos, renovamos esperanças coletivas relacionadas às políticas sociais.
Em momentos difíceis há sempre “bodes expiatórios” escolhidos para justificarem as tensões. A crise do momento, capitaneada por São Paulo, diz respeito à segurança pública. Aliás, não se pode dizer que é a do momento, visto que desde o advento do crescimento exponencial das grandes cidades, ainda na década de 1980, o tema está em questão. E agora com uma novidade para os brasileiros, ela não se restringe aos tradicionais centros tais como São Paulo e Rio de Janeiro. A violência acompanhou a tendência de descentralização dos pólos de desenvolvimento econômico e está em lugares ainda não acostumados a sua presença. E os “bodes expiatórios” são os adolescentes, para os quais há vários projetos em tramitação no Congresso Nacional solicitando a redução da idade penal.
O mapa da violência de crianças e adolescentes 2012, pesquisa realizada pela Flacso, sob a responsabilidade do professor Júlio Jacobo Waiselfisz,   apresentou dados alarmantes acerca da violência sofrida por crianças e adolescentes na faixa etária compreendida entre 0 e 19 anos. O Brasil ocupa o 4º lugar em um conjunto de 99 países, com maiores índices de homicídios nesta faixa etária, com crescimento de 346% entre 1980 e 2010. Sendo os adolescentes entre 14 e 18 anos as maiores vítimas.
A partir desta pesquisa podemos inferir que os adolescentes são parcela da população fortemente vitimada pela violência, especialmente, homicídios, com estatísticas preocupantes e em  total confronto com os princípios de direitos humanos. No entanto, o que vemos, tanto na mídia, quanto no Parlamento e em parte da sociedade é a criminalização desta parcela da população, ao invés de estarem refletindo sobre esses números que demonstram uma verdadeira epidemia.
Outro aspecto relevante diz respeito à educação. Apesar de o acesso à educação fundamental estar praticamente universalizado, no percurso entre esta etapa e o ensino médio a educação pública vai perdendo público. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2011, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que a quantidade de adolescentes de 15 a 17 anos longe dos bancos escolares aumentou. Em 2009, 1.479.000  brasileiros nessa faixa etária não estudavam. Eles representavam 14,8% dessa população. Em 2011, o número de excluídos subiu para 1.722.000 (16,3% dos 10,5 milhões de jovens).
De acordo com estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA),   acerca do Plano Nacional de Educação,  que está em votação no Congresso Nacional e guiará a política nos próximos dez anos, a faixa etária entre 15 a 17 anos será o maior desafio para a universalização da educação, visto o grande número de excluídos do sistema. E o desafio, ainda de acordo com o estudo, não diz respeito apenas à ampliação de vagas, mas também na garantia de permanência e progressão dos estudantes ao longo do ensino fundamental, de modo que ingressem, a partir dos 15 anos, no ensino médio e concluam a educação básica.
Os motivos de termos  expressivo número  de adolescentes fora da escola são vários e vão desde a falta de qualidade da educação, passando por  vulnerabilidades tais como o trabalho infantil, gravidez na adolescência, falta de transporte escolar, falta de acessibilidade para adolescentes com deficiência entre outros, que em comum têm o fato de serem  passíveis de resolução por meio de políticas públicas assertivas e integradas.
Muito se fala da necessidade de integração de políticas, mas pouco se faz, pois cada órgão público com seus gestores está sempre em busca da autoria e do protagonismo e não conseguem operar, de fato, em parceria. Porém, para os adolescentes é urgente que se ofereça um conjunto de políticas articuladas que incluam educação, saúde, cultura, Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, segurança pública, dentre outras que atuem de maneira sistematizada.
Há um enorme aparato legal de garantia de direitos dos adolescentes, tais como,  convenções internacionais, Constituição Federal, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e por aí vai. Portanto, o que precisamos é que de fato elas se materializem em políticas que realizem plenamente os direitos humanos.